Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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27 de julho de 2026

Sofro, mas sou feliz

O trecho lido neste episódio

“Sofro, é verdade, e sofro muito, mas sou muito feliz, porque, mesmo em meio ao sofrer, não deixa o Senhor de fazer-me sentir uma alegria inexprimível.”

Reflexão em áudio · 8 min

Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.

A reflexão parte da frase de São Padre Pio que parece paradoxo: sofre muito e, ainda assim, é muito feliz. Essa declaração é apresentada como um testemunho de que a alegria cristã não depende das circunstâncias exteriores, mas de uma presença interior que permanece mesmo no sofrer. O contraste com a felicidade do mundo é claramente marcado: a alegria mundana surge e some conforme as situações, enquanto a alegria proposta por Padre Pio permanece dentro da cruz, não apenas depois dela.

É feito um convite prático e direto: permitir que Jesus entre na própria cruz. O gesto não promete a remoção imediata do sofrimento, mas propõe uma mudança na experiência do peso que se carrega. A cruz pode continuar no ombro, mas o peso se altera quando não se está sozinho; a presença de Cristo transforma o mesmo sofrimento numa fonte de alegria inexprimível. Essa alegria é descrita como impossível de ser totalmente explicada em palavras, porque nasce de uma participação real de Deus no sofrimento humano.

A proposta se traduz em atitudes concretas para o dia a dia: oferecer ao Senhor o trabalho que cansa, o trânsito, as conversas difíceis, as dores ocultas. Transformar a semana em um altar significa ver o quotidiano como matéria de oferta e louvor, confiando que a entrega quotidiana altera a experiência do sofrimento. Por fim, há uma invocação à intercessão dos santos e à proteção da Virgem Santíssima, reforçando o gesto de abandono e confiança pedido ao fiel: não carregar sozinho, deixar o Senhor participar e receber, mesmo no meio da cruz, a alegria que São Padre Pio testemunhou.

Para a sua oração

Você já deixou Jesus entrar dentro da sua cruz, participando do seu sofrimento cotidiano?

Virgem Santíssima, nossa mãe, nos cubra com o seu manto e auxilie-nos também no sim diário de cada dia. Amém. Que São Padre Pio interceda por você, que São Miguel Arcanjo vença as batalhas do dia de hoje, que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Santo dia, meu irmão, minha irmã, hoje é segunda-feira, dia em que a semana recomeça, o trabalho às vezes já está pesando, às vezes a gente já acorda cansado do final de semana, e é justamente hoje que o nosso Santo do Gargano nos diz uma frase que parece uma contradição mas tão necessária para nós no início dessa semana. Ele diz assim na carta que estamos lendo essa semana: Sofro é verdade e sofre muito, mas sou muito feliz, porque mesmo em meio ao sofrer, não deixa o Senhor de fazer-me sentir uma alegria inexprimível. Meu irmão, eu vou ter que ler de novo e que desejo que entre no seu coração. Sofro muito, mas sou muito feliz. As pessoas do mundo não vão entender essa frase, porque para o mundo isso é impossível. Ou você sofre, ou você é feliz. Nunca as duas coisas, mas o Padre Pio diz para nós as duas ao mesmo tempo. E aí percebam bem, ele não diz sou feliz apesar do sofrimento. Ele diz mesmo em meio ao sofrer. Ou seja, a alegria dele não estava depois da cruz, estava dentro dela. E aí aqui está a grande diferença entre felicidade do mundo e a alegria cristã. Essa alegria que aquele homem do Evangelho de ontem nos falava depois de ter encontrado o Tesouro, essa alegria do homem que buscava pela pérola preciosa e aí encontrou. A felicidade do mundo depende das circunstâncias. Se tudo vai bem, eu estou bem. Se algo dá errado, eu desabo. A alegria cristã não; a alegria cristã depende de uma presença do Tesouro escondido, da pérola preciosa que é Deus. Nada, nem a dor, nem doença, nem perda, pode nos roubar essa alegria. É por isso que o Padre Pio escreve com corpo doente, com lágrima nos olhos e ainda assim ele diz: sou muito feliz. Meu irmão, minha irmã, eu sei que você tem uma cruz. Talvez seja uma doença, talvez esteja sendo seu filho depois desse final de semana. Talvez um casamento, um relacionamento ferido. Talvez o desemprego, uma dívida, solidão, a incompreensão. Talvez seja uma pessoa com quem você convive no seu trabalho. E eu não vou dizer que isso não dói, dói. Mas é um Padre Pio também nos dizia: sofro, é verdade e sofro muito. Hoje eu quero te fazer uma pergunta: você já deixou Jesus entrar dentro da sua cruz? Participar dessa cruz. Porque nós muitas vezes pedimos: Senhor, tira-me essa cruz. Senhor, não permita que eu sofra. E aí ele está nos respondendo: filho, deixa eu entrar nela. Deixa eu participar dela. Porque aí que acontece o milagre que São Padre Pio experimentou. A cruz continua no ombro, mas o peso muda. Porque agora são dois que carregam. É isso que ele chama de alegria inexprimível. Inexprimível porque não há palavras que expliquem que o Senhor está sofrendo conosco. O convite, então, é simples e prático. Ofereça ao seu dia o trabalho que tem te cansado, o trânsito que tem te irritado, a conversa difícil que você vai ter hoje, a dor que você está sentindo e que ninguém vê. Diga ao Senhor: tudo o que hoje me pesar, eu vos ofereço. Não preocupe-se mais por isso; transforme a segunda-feira e a semana em um altar onde o sacrifício é ofertado para alcançar a vida nova. Peça a graça de não carregar a cruz sozinho: deixa o Senhor entrar na dor, participar dela e conceder aquela alegria inexprimível que só Deus sabe dar no meio do sofrimento. Que São Padre Pio nos ensine a transformar o dia em oferta, a nos abandonarmos à vontade do Senhor e a pedir a intercessão da Virgem Santíssima. Amém.

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.