Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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16 de julho de 2026

Nunca confiei em mim mesmo

O trecho lido neste episódio

“As trevas em que vivo são de fato coisas novas, e não há linguagem que possa retratá-las. Só digo que estou aqui no ápice das dores e não sei se agrado ou não ao Senhor; quanto a mim, procuro amá-lo.”

Reflexão em áudio · 9 min

Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.

A carta de São Padre Pio exorta a amar e a servir mesmo quando a sensibilidade interior falha. Ela descreve trevas e dores que não se conseguem expressar e, no entanto, aponta um caminho simples e exigente: procurar amar a Deus por Ele mesmo, ainda quando não se sabe se se está agradando. É preciso reconhecer que a ausência de sinais ou consolação não invalida a oração nem o serviço; antes, transforma-os numa oferta pura. A carta pede que a motivação da vida espiritual seja o amor gratuito, não a busca de sensações ou confirmações.

O texto também lembra que a sensação de abandono pode acontecer a qualquer um, inclusive aos que se dedicam profundamente à vida espiritual, mas afirma firmemente que a solidão sentida não significa ausência de Deus. O que se pede é perseverança: continuar a rezar, continuar a ir à missa, continuar a servir, ainda no vazio. O silêncio e a sequidão, quando oferecidos com sinceridade, têm valor e podem revelar uma forma mais íntima de presença. Não se trata de perseguir emoções, mas de escolher amar e permanecer na presença de Deus, mesmo quando não há palavras que descrevam o que se vive.

Ao leitor cabe, portanto, uma decisão prática: escolher amar sem garantias, aceitar o silêncio como oração e confiar que o simples desejo de Deus basta. A carta convoca a humildade de quem oferece o próprio silêncio, as limitações e as palavras insuficientes como um gesto de amor. Ela pede que se acolha o próprio estado interior sem medo, que se mantenha a disciplina da oração e do serviço, e que se permita ao coração ficar na presença de Deus, mesmo sem sinais exteriores. Assim, o que se dá ao Senhor, mesmo seco e frágil, pode ser suficiente para agradar-lhe e para crescer em amor.

Para a sua oração

Você está disposto a amar e servir a Deus mesmo quando não sente consolação nem certeza de estar agradando?

Senhor Jesus, ensinai-me a vos amar mesmo quando não sentir vossa presença e quando a oração parecer difícil e silenciosa. Dai-me a graça de permanecer fiel, buscando-vos não pelas consolações, mas simplesmente porque vos amo. Pela intercessão de Nossa Senhora e de São Padre Pio, sustentai-me nos momentos de aridez e fazei do meu silêncio uma verdadeira oferta de amor. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Reflexões sobre as cartas de São Padre Pio com o Padre Wallace Teixeira: fé, oração e confiança. Santo dia, meu irmão, minha irmã. Deste sábado eu, o pároco da diocese de Leopoldina, quero rezar contigo mais uma carta de Padre Pio. Na verdade nós já lemos um trecho dela, mas como são verdadeiros tratados espirituais, eu quero retomar uma carta que nós já rezamos, mas num outro ponto. A mesma carta ele também traz um respiro, né, um alívio que nos dá esperança mesmo quando nós estamos vivendo essas noites escuras. Padre Pio escreve assim: no meio as trevas que ele vivia são de fato coisas novas e não há linguagem que possa retratá-las, e só digo que se está aqui no ápice das dores e não sei se agrado ou não o Senhor; quanto a mim procuro amá-lo e quero e o quero. Veja, ele decide amar mesmo sem sentir; ele decide agradar mesmo sem saber se está agradando ao Senhor. Isso muda tudo pra gente hoje porque muitas vezes as pessoas ficam procurando aquela sensação de rezar e querer sentir algo: uma lágrima, o coração acelerado, pede a Deus um sinal. Às vezes o sinal acontece, mas muitas vezes nenhum sinal acontece. Às vezes as pessoas ficam incomodadas com aquela sensação de rezar e não estar sentindo nada; ir à missa e sair vazio; fazer uma oração e ficar em dúvida: será que Deus notou essa minha oração e se está agradando a Deus essa minha oração? E a pergunta que Padre Pio está dizendo é: será que eu estou fazendo por Ele mesmo ou por quem Ele é, ou para que eu esteja me sentindo bem? Veja, nós nunca estamos sozinhos. Padre Pio passa por essa sensação de sentir sozinho, mas ele nos ensina esse segredo: nunca estamos sozinho, esteja sentindo ou não. Então grande convívio que o nosso padrinho hoje nos ensina é: ame, ame sem saber se está agradando, porque amar sem saber se está agradando ainda é amar; sirva, sirva a Deus mesmo sem sentir essa consolação, uma retribuição. Porque servir sem sentir que está colaborando, que está sendo consolado pelo Senhor, ainda é servir. E aí, com certeza, óbvio, rezar no vazio mesmo sem sentir nada, mesmo sem saber se Deus está te ouvindo, mesmo sem saber se Deus vai te dar um sinal de resposta, aquela oração — rezar mesmo assim no vazio ainda é rezar. Você não está fazendo outra coisa, você não está mal; você não está criticando; você está rezando, não está? Rezando, você fez o sinal da cruz, você se colocou na presença de Deus mesmo quando você não está sentindo nada. Tem crianças que rezam conosco no grupo, que as suas mães rezam com elas, são esposas, então assim: acordar e rezar mesmo sem sentir nada, ir para a escola e rezar mesmo sem sentir nada, porque rezar ainda é rezar. A gente não pode viver querendo uma confirmação sensível de Deus o tempo todo. A gente não pode fazer da nossa vida de oração uma necessidade de aquele repio, aquela lágrima, aquela certeza de que Deus está presente. Deus muitas vezes está nos ensinando; ele se esconde dentro dessa confirmação, não porque ele desistiu de nós, não porque ele não nos ouve, mas para nos ensinar: amar por ele, não pelos nossos sentimentos, não por aquilo que nós estamos passando em necessidades. Porque existem coisas na oração que não cabem em palavras. Às vezes é necessário nós só estarmos na presença do Senhor. Padre Pio disse assim na carta: coisas novas não há linguagem que possa retratá-los. Veja, às vezes o seu silêncio diante de Jesus, sem palavra nenhuma, sem querer nada dele, sem pedir nada, às vezes é sua lágrima, aquele sentimento que você não sabe traduzir em palavras, que vai dizer muito mais do que mil palavras e confirmações, porque você está ali por Ele e Ele está ali por você. Então inspira fundo e resta comigo mais uma vez, mais um dia. Mesmo hoje você que não está sentindo nada, essa palavra de hoje é pra você: resta comigo meu docíssimo Jesus. Hoje eu não sei se eu estou te agradando, talvez hoje eu esteja frio; talvez hoje eu esteja distraído; às vezes eu já desejo mais, mesmo que essa minha oração hoje seja seca, mas eu escolho te amar assim mesmo, Senhor, sem sentir, sem saber, sem ter certeza se o Senhor está me ouvindo. Como o Padre Pio escreveu: Senhor, hoje eu quero te dizer eu estou procurando te amar; eu procuro hoje te amar e eu quero te amar só isso, sim, eu te quero. Se eu ver coisas hoje, Senhor, em mim que não cabem em palavras, aceita o meu silêncio. Se eu ver hoje, Senhor, amor dentro de mim que eu mesmo não reconheço, acolhe em meu coração hoje e leve aquilo que eu estou sentindo, vivendo e eu não estou conseguindo rezar, falar e expressar. Que o meu simples 'hoje eu te quero, Senhor' seja o suficiente. Te quero Senhor, que isso seja o suficiente para agradar o seu coração no dia de hoje. Que o Senhor te abençoe, que São Padre Pio interceda por você no dia de hoje, que Nossa Senhora, mãe do silêncio, possa interceder por sua vida e que São Miguel Arcanjo te guarde aos cuidados de suas asas e que Ele te abençoe. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Bom sábado. E, meu irmão, não esqueça: reza por mim e se organiza para participar da missa dominical deste final de semana. Você acaba de ouvir mais uma reflexão sobre as cartas de São Padre Pio com este Teixeira. Que estas palavras floresçam em sua vida. Ouça, reflita, reze e viva. São Padre Pio, rogai por nós.

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.