16 de julho de 2026
Jesus me disse que, no amor, é Ele que me agrada
O trecho lido neste episódio
“É verdade que eu estou nos braços de Jesus e que ele é meu e eu sou todo dele? Sim, eu amo a cruz, apenas a cruz; amo-a porque a vejo sempre nas costas de Jesus.”

Reflexão em áudio · 9 min
Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.
A reflexão parte da carta de Padre Pio como um chamado a unir-se à paixão do Senhor, não por masoquismo, mas por identificação com Aquele que carregou a cruz primeiro. O testemunho do santo jovem, perseguido e ferido, apresenta uma pergunta que brota do íntimo: estaria ele nos braços de Jesus? Dela nasce a confiança de que nas consolações é o amor de Cristo quem agrada e dá; nas dores, porém, é a criatura que consola o coração de Jesus. Essa inversão de lógica convida a entender a dor como ocasião de presença e entrega, mais do que como punição ou sinal de ausência divina.
Padre Pio declara amar a cruz porque a vê nas costas de Jesus; essa afirmação desloca o foco da cruz do sofrimento em si para a comunhão com Cristo crucificado. Aprender a amar a cruz não significa procurar o sofrimento, mas escolher permanecer onde Jesus permanece, mesmo quando as doçuras espirituais cessam. O santo acolhe a oferta do cálice e assume a privação das consolações, desde que não lhe seja tirado o amor divino. Essa postura exige coragem: renunciar às seguranças sensoriais e aceitar a provação como oportunidade de consolar o coração de Cristo.
O convite final é prático e pastoral: perguntar ao Senhor se Ele oferece o cálice e, em caso afirmativo, bebê-lo com Cristo, não sozinho. Assim, a dor ganha sentido na presença do Senhor e passa a ser caminho de comunhão em vez de isolamento. A reflexão aponta para a necessidade de um coração preparado para acolher a prova, sustentado pela confiança de que o amor divino permanece, mesmo quando as consolações se ausentam. Ficar junto à cruz, aprender a amar a cruz do Senhor e beber o cálice com Ele tornam-se, na carta de Padre Pio, sinais de fidelidade e de verdadeira intimidade com o Crucificado.
Para a sua oração
Você está disposto a aceitar o cálice que o Senhor oferece e a bebê-lo com Cristo, mesmo sem as consolações?
Meu amado Jesus, hoje como homem das dores eu olho na vossa cruz e só tenho uma coisa a lhe pedir: ensina-me a amar a sua cruz, não a cruz pela cruz, mas a sua cruz. Dá-me a graça de aceitá-la como um cálice que o Senhor me oferece e de bebê-lo, de passar por esse sofrimento contigo. Se as consolações se afastarem, não me tire o vosso amor; faz que a minha dor faça sentido na tua presença. Consola-me nas minhas tribulações como consolaste tantos que souberam carregar a cruz contigo. Fica comigo, como ficou Nossa Senhora aos pés da Cruz. Amém.
Folha devocional
Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.
Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.
Transcrição completa
O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.
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