16 de julho de 2026
A confissão é o caminho que leva aos pés de Jesus
O trecho lido neste episódio
“O demônio, caro pai, continua a mover guerra contra mim e desventuradamente não se deixa dar por vencido. As tentações que dizem respeito à minha vida secular são as que mais tocam o meu coração. Ofuscam a mente, me fazem suar frio e me fazem tremer da cabeça aos pés. Em tais momentos os olhos apenas me servem para chorar. Ao orar aos pés de Jesus, pareço não sentir nem o peso do cansaço, nem o amargor dos desprazeres. Também ao subir ao altar, meu Deus, sinto tais assaltos. Mas tenho Jesus comigo. O que poderei temer?”

Reflexão em áudio · 10 min
Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.
A carta de Padre Pio, escrita quando jovem e dirigida ao seu diretor espiritual no dia de São José, revela a experiência de um santo cercado por tentações que vêm do passado. As lembranças e as acusações que retornam mesmo após a confissão são descritas como assaltos que ofuscam a mente, provocam frio no corpo e fazem chorar. Frente a essa situação, Padre Pio confessa a própria fragilidade e o tremor do coração; ao mesmo tempo, revela o lugar onde encontra alívio: aos pés de Jesus.
Estar aos pés de Jesus não é apenas uma imagem interior, mas uma atitude concreta de presença na adoração e na missa, onde Cristo se faz presente no sacramento. Para Padre Pio, a oração e a participação no altar são meios que aliviam o peso do cansaço e dos desprazeres, e tornam suportáveis os ataques espirituais. Mesmo sentindo as mesmas tentações, ele encontra consolo e coragem porque tem Jesus consigo ao subir ao altar.
A carta ilumina ainda a ação do inimigo: ele remexe as coisas que já foram perdoadas para retomar a paz dos corações e semear dúvida sobre a misericórdia. Se assim age com o que já foi confessado, o perigo é maior para o que permanece não confessado. Diante disso, a prática do exame de consciência e a ida ao confessionário surgem como atitudes necessárias para recuperar a liberdade interior. A confissão é apresentada como caminho para tirar do inimigo o terreno que se tornou seu.
O convite que brota dessa reflexão é prático e devocional: organizar a vida de oração, procurar a presença real de Jesus na missa e na adoração, e não adiar a confissão. Assim, mesmo nas batalhas da semana, será possível afirmar, à semelhança de Padre Pio, que Jesus está presente e que não há motivo para temer. Intercessões e prudência pastoral acompanham esse apelo à confiança renovada na misericórdia.
Para a sua oração
Você tem buscado estar verdadeiramente aos pés de Jesus na missa e tem coragem para procurar o confessionário?
Senhor, diante da sua presença agora, livra-me, Senhor, das mentiras do inimigo, dessas vozes que remexem no meu passado, das coisas que o Senhor já me perdoou. E se o Senhor me perdoou, quem é o demônio para me acusar? Não tem autoridade sobre mim. E se ainda houver em mim algum pecado que eu não confessei, dá-me a graça de recordar e a coragem de confessá-lo. Senhor, dá-me a coragem de ir até o sacerdote e largar esse peso diante da sua cruz, para que eu fique livre.
Folha devocional
Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.
Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.
Transcrição completa
O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.
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