Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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16 de julho de 2026

Devemos sempre nos manter em Deus, com perseverança

O trecho lido neste episódio

“Como que é feliz o reino interior quando reina o Santo Amor de Deus; como são benditos os poderes da nossa alma, já que obedecem a um rei tão sábio. É verdade que Deus deixa os inimigos aproximar-se das fronteiras muitas vezes a fim de exercitar as virtudes internas para a guerra e torná-las valorosas. Ele permite que os espiões, que são os pecados veniais e as imperfeições, corram aqui e ali no seu reino, mas isso é para que saibamos que sem Ele seríamos presas de nossos inimigos.”
Ao seu diretor espiritual

Reflexão em áudio · 7 min

Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.

A carta de Padre Pio, escrita em meio à Primeira Guerra Mundial e à sua própria escuridão espiritual, revela uma serenidade que surpreende e instrui. Nesse texto, o santo recorre à metáfora do castelo para explicar o valor das provações: o reino interior é feliz quando reina ali o Santo Amor de Deus, e os poderes da alma só se mostram benditos quando obedecem a esse rei sábio. As dificuldades que se aproximam das fronteiras não são sinal de abandono, mas ocasião para exercitar as virtudes e torná-las valiosas. Assim, as pequenas quedas e as imperfeições aparecem como espiões que atravessam o terreno interno, lembrando a fragilidade humana e a dependência absoluta de Deus. A imagem restaura a esperança ao transformar a tentação em meio de treinamento, não em sentença final.

Dessa perspectiva, a atitude adequada é de humildade e confissão: reconhecer que, se Deus não fosse a coragem e o escudo, a alma seria imediatamente ferida por toda espécie de pecado. A perseverança nos exercícios espirituais passa a ser a preocupação assídua, a disciplina que mantém o coração sob a ordem do Rei. Padre Pio insiste que a santidade não se mede pela ausência de luta, mas pela capacidade de permanecer em Deus mesmo quando os inimigos invadem as fronteiras. A prudência espiritual recomenda não o isolamento, mas o contínuo apego ao Senhor, pois sozinhos os fiéis são presa fácil; é a presença divina que sustenta e protege.

Quando sobrevém a languidez ou a fraqueza de espírito, a recomendação concreta é correr aos pés da cruz e recolher-se entre os perfumes celestes para ser revigorado. A Eucaristia assume nessa reflexão um papel de renovação das forças diante das batalhas diárias. Ensinar a perseverança é ensinar a voltar sempre ao Senhor, apresentar o próprio coração na Missa e permanecer unido ao Filho que acolhe sem rejeitar. A lição de Padre Pio, então, é prática e consoladora: aceitar o exercício das virtudes, cultivar a humildade e buscar sempre a presença de Deus como couraça e escudo, confiando que a perseverança se aprende e se vive aos pés da cruz.

Para a sua oração

Diante das pequenas quedas e das provas, a quem você tem recorrido para permanecer perseverante e firme na sua vida espiritual?

Meu Senhor Jesus, rei do meu ser no interior da minha alma, continue reinando sobre mim. Seja minha couraça contra os inimigos que rondam as fronteiras da minha alma; seja meu escudo quando os espiões do pecado correm pelo meu coração. Ensina-me a perseverar, a não desistir na primeira queda e a correr aos vossos pés quando vier a fraqueza. São Padre Pio, ensina-me a arte e a graça da perseverança. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Reflexões sobre as cartas de São Padre Pio, com o Padre Wallace Teixeira, fé, oração e confiança. Santo dia, meu irmão, meu irmão, hoje quinta-feira, dia de adorarmos o nosso Senhor na Eucaristia para renovarmos as nossas forças mediante as batalhas espirituais que enfrentamos durante o nosso dia a dia, porque é Jesus que nos ensina como nos mantermos de pé mesmo quando tudo aparentemente desmorona. E é justamente essa carta que o Padre Pio escreve durante a Primeira Guerra Mundial, mundo em chamas, e Padre Pio numa escuridão total de espírito, como nós já percebemos que muitas vezes acontece na vida dele, mas ele escreve com uma serenidade que nos espanta. Ele começa na carta agradecendo, mesmo em meio às provas, ele sempre agradece a Deus, e depois ele usa da metáfora de um castelo para que nós entendamos como que devemos valorizar também os momentos de batalha espiritual na nossa vida. Ele diz assim ao seu diretor espiritual: Como que é feliz o reino interior quando reina o Santo-Amor de Deus; como são benditos os poderes da nossa alma, já que obedecem a um rei tão sábio. É verdade que Deus deixa os inimigos aproximar-se das fronteiras muitas vezes a fim de exercitar as virtudes internas para a guerra e torná-las valorosas. Ele permite que os espiões, que são os pecados veniais e as imperfeições, corram aqui e ali no seu reino, mas isso é para que saibamos que sem Ele seríamos presas de nossos inimigos. E aí ele dá uma receita: humilhemo-nos muito e confessemos que, se Deus não fosse a coragem e o nosso escudo, nós estaríamos imediatamente feridos por toda espécie de pecado. E ele completa ainda essa metáfora do castelo: devemos sempre nos manter em Deus com perseverança nos nossos exercícios; que seja essa a nossa acídua preocupação, perseverarmos nos nossos exercícios espirituais. Mais uma vez, devemos sempre nos manter em Deus com perseverança nos nossos exercícios espirituais e essa seja a nossa acídua preocupação. Preste atenção nessa estratégia de guerra, uma batalha espiritual que Padre Pio nos ensina, porque a gente vive achando que a santidade é ausência de tentação, de provação. Padre Pio diz que, ao contrário, Deus permite que os inimigos cheguem às fronteiras da nossa alma para nos treinar. As pequenas quedas, os pecados veniais, as imperfeições são como espiões correndo no reino da nossa alma, mas não são a derrota total; isso serve de treinamento. É necessário prestar atenção: não sozinhos, porque sozinhos somos presa fácil; é Deus que é a nossa couraça, Deus que é o nosso escudo. E ele ainda diz: se nos sobrevém a languidez ou a fraqueza de espírito, corramos aos pés da cruz; juntemo-nos entre os celestes perfumes e seremos indubitavelmente revigorados. Respire fundo, coloque-se na presença de Deus, reze essa oração de Padre Pio hoje, que é de perseverar.

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