Transcrição completa
O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.
Louvado seja Nossa Senhora Jesus Cristo, meu irmão, irmã, que alegria poder te encontrar aqui dentro das cartas de São Padre Pio no seu coração e juntos rezarmos. O Padre está se recuperando de uma cirurgia, mas não podemos deixar de estarmos juntos. Por isso, continue rezando pela minha pronta recuperação. Hoje quinta-feira. A quinta-feira para nós possui um sabor profundamente eucarístico. Por isso, nós continuando a nossa caminhada pelas vias da experiência mística de São Padre Pio, eu quero hoje chegar ao lugar que ocupava o centro de toda a sua vida, Jesus na eucaristia. Nos últimos dias, nós contemplamos Padre Pio atravessando provocações, provocações, sofrimentos. Nós vimos que ele encontrava forças fazendo memória das graças que Deus já havia realizado. Lembra o dia bem dito? Fazer memória. E hoje nós vamos dar um passo a mais, porque existe algo ainda mais profundo. Padre Pio não encontrava apenas uma ideia capaz de falar, ele encontrava uma pessoa, Jesus. Jesus presente na eucaristia e ao escrever sobre aquilo que ele passava na sua alma, Padre Pio confessa na carta que nós estamos rezando. Mas o que ele usa, a mais ferida, meu pai, né, o sujeitor espiritual, é o pensamento de Jesus na eucaristia. Ferida Jesus na eucaristia, vamos ver. Essa expressão impressionante, né, o pensamento de Jesus na eucaristia. Antes mesmo de comungar, o coração dele já estava sendo atraído. Ele continua na carta, né? Meu coração sente-se como que atraído por uma força superior, antes mesmo de recebê-lo acramentalmente. Aqui nós começamos a compreender alguma coisa, uma experiência eucarística de São Padre Pio, que a eucaristia não era para ele apenas uma prática de piedade. Não era, nunca foi simplesmente uma obrigação, muito menos um costume. Era atração. A eucaristia para ele era um desejo, era encontro. E aí Padre Pio utiliza duas palavras que aparecem tantas vezes na sagrada escritura para falar desse desejo de Deus. Fome e sede. Ele escreve que ele experimentava uma fome e uma sede tão intensa antes de comungar. Mas veja, isso é algo surpreendente porque normalmente quando nós estamos com fome e comemos, nós ficamos satisfeitos. Quando nós estamos com sede e bememos, a nossa sede diminui. Com Jesus, Padre Pio experimentava o contrário. Essa fome, essa sede, longe de serem saciados, quando ele recebia a comemão, ela crescia sempre, crescia mais. Quanto mais ele recebia Jesus, mais ele desejava Jesus, mais ele se aproximava, mais ele queria se aproximar de Jesus. Isso é lindo. Quanto mais ele experimentava a sua presença, mais ele percebia que somente ele poderia preencher o seu coração. Talvez aqui esteja uma pergunta muito importante para nossa feira eucarística. Nós ainda temos fome da eucaristia, esse desejo de encontrar Jesus quando nós vamos usar a missa. Que nós podemos nos acostumar até mesmo quando as coisas são santas, quando as coisas são boas. Nós podemos, nos aproximar da comemão, extraindo. Mais uma comemão. Nós podemos ver que Jesus e poucos minutos depois a nossa mente já está lá, completamente ocupada com outras coisas, onde eu tenho que fazer agora, que eu tenho que resolver. Padre Pio não se preocupava com outra coisa. Ele nos provoca, na verdade, a recuperar esse desejo. Nós não precisamos sentir o que ele sentia. Eu sempre rezo isso pelo meu carinho de ovação, só o Padre Pio. Para que a gente não queira ter essas mesmas coisas. Mas essa experiência mística de um santo, ela não é uma medida que nós devemos reproduzir. Quem dera se nos acontecesse. Mas nós podemos pedir a mesma graça fundamental. Na Teologia nós aprendemos esse termo, graça fundamental. Não vai ter mais uma experiência de São Padre Pio, mas ter essa graça fundamental. Jesus, aumente em mim a fome de vós. Aumente em mim o desejo de vós. Eu posso pedir a mesma coisa que acontecia com São Padre Pio dessa forma. Porque talvez o nosso problema espiritual não seja apenas aquilo que nós estamos fazendo de errado. Tenho pensado muito sobre isso. A gente preocupa muito com o que o outro faz de errado. O que eu estou fazendo de errado e o outro não cresce espiritualmente. E eu não cresço espiritualmente porque ele está fazendo aquilo de errado. Ela está fazendo aquilo de errado. Eu estou fazendo esse de errado. Não. Às vezes o nosso problema é que desejamos pouco a Deus. E esse é o maior problema da minha vida espiritual. Por isso que eu não cresço. Por isso que eu não me santifico e não santifico outras pessoas. Porque talvez eu estou desejando pouco a Deus. Nós estamos fome de tantas coisas. Nós desejamos respostas. Queremos reconhecimento na igreja, no trabalho. Nós queremos segurança na nossa vida. Que tudo vai acontecer bem amanhã. Nós desejamos que os nossos planos dêem certo. E Jesus permanece ali no Sacraio. A única coisa que Jesus espera é que voltemos a ter fome dele. E aqui a experiência de Padre Pio se lembra ainda mais bonita. Nós vimos falando de seus sofrimentos e é justamente no meio desses sofrimentos que a atração por Jesus vai ocupando o primeiro lugar. Em meio aos meus sofrimentos Jesus ocupar o primeiro lugar. O texto que nós estamos rezando, a carta que nós estamos meditando essa atração divina se intensifica. Vai se intensificando ao pouco, ao ponto de colocar tudo em segundo plano. Aquilo que poderia pertubar a nossa alma. O que tem perturbado a sua alma hoje? E que precisa ocupar o segundo plano da sua vida. E não pode ocupar o lugar de Deus. Veja, Jesus não precisa retirar imediatamente todas as dificuldades para nos consolar. Padre Pio nos mostra isso, já fezamos sobre isso. A sua presença torna-se maior do que elas. É o que Padre Pio nos ensina. Então talvez seja isso que precisamos pedir hoje. Não Jesus vai aquilo que está me fazendo sofrer, mas também Jesus. Fazer que a vossa presença seja maior dentro de mim do que aquilo que está me fazendo sofrer. E aí Padre Pio continua descrevendo aquilo que acontecia depois da comunhão nessa carta. Quando eu já estou de posse desses termos soberano bem, esse termo soberano bem ele vai usar várias vezes na sua literatura, a impetuosidade da doçura é tal, soberano bem. É assim que Jesus fala de Jesus, é assim que Padre Pio fala de Jesus na Eucaristia. E ele chega a dizer, né, o espírito e o coração não desejam nada. Talvez esteja que o segredo dessa quinta-feira eucarística não é simplesmente receber alguma coisa de Jesus. Como nós pedimos muitas, muitas das nossas orações, é receber Jesus. Não é somente buscar o consolo, é receber o consolador. Não é apenas pedir que ele resolva aquilo que nos inquieta, é descobrir que antes dele resolver a nossa inquietação, ele se oferece mais. Ele se oferece a nós, muito maior do que a nossa inquietação. O seu corpo, o seu sangue, a sua alma, a sua divindade, tudo isso ele se oferece a nós antes de toda resolução de problema. Então hoje, se possível, você estiver diante do Sacrário, participar da Santa Missa, exprimei isso, faça uma oração simples. Jesus, dá-me fome de vós, dá-me sede de vós. E depois da comunhão, caso você participe da Missa, não tenha pressa, permaneça ali alguns instantes diante dessa presença do salvador, daquele que já está presente com você, mesmo tendo mudado nada. E deixe que seu coração reconheça que, na verdade, nem o que, mas quem você acabou de receber? O seu coração precisa reconhecer isso, sua mente agitada precisa reconhecer isso, a sua vida turbulenta precisa reconhecer quem acabou de chegar na sua vida, no seu ser. Talvez não aconteça nada de extraordinário como acontecia na vida de São Padre Pio, mas isso não importa. Eu vou explicar aqui, porque a fé nos garante algo infinitamente maior que qualquer sensação. Ele está aqui e talvez pouco a pouco também aconteça conosco aquilo que aconteceu com o São Padre Pio. Quanto mais recebemos Jesus, mais desejaremos Jesus. Padre, se estender hoje, porque falar da Eucaristia tem muito tempo que a gente não reza juntos, não rezemos. Senhor Jesus, presente, Eucaristia e todos os amigos do mundo, nessa quinta-feira, eu vos peço. Daime, fome e seja o vosso. Não permita, Senhor, que eu me acostume com o mistério do vosso corpo e do vosso sangue nas mãos do sacerdote. Nas minhas tribulações, Senhor, faça-me descobrir que a vossa presença é maior do que os meus pecados. Quando eu vos receber na Sagrada Conheão, daime, Senhor, a graça de reconhecer vossos o meu soberano bem, vossos o meu soberano bem. Quanto mais eu vos percebesse, mais eu vos deseje, quanto mais eu vos sentissem, mais eu tenha sede de ti, quanto mais eu vos amar, mais a minha vida vos pertença inteiramente a vós. São Padre Pio, apaixonado por Jesus e Eucaristia, interceda por nós, nos mostra e nos revela esse coração sedento de Jesus e Eucaristio. São Miguel Arcanjo, defenda-nos no combate, nos leve do peixe, do anjo adorador, nos leve para o mais próximo do Senhor. São José, vale-lênus no cuidado com a Eucaristia. Nossa Senhora, rainha dos anjos, intercedei por nós e nos apresente seu Filho cada vez mais. Amém. E que o Senhor te abençoe, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Santo dia, santa tarde, santa noite, não se esqueça, reze por mim, em breve estamos