Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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03 de outubro de 2026

Viva Jesus, eu creio

O trecho lido neste episódio

“Não faço outra coisa neste estado senão dizer, com firme resolução, embora sem sentimento: Viva Jesus. Eu creio...”
Correspondência com os Diretores Espirituais (1910–1922), p. 838

Na conclusão desta carta, São Padre Pio nos deixa uma profissão de fé breve e profunda: “Viva Jesus, eu creio.” Ela nasce no meio da luta, não no alívio; na aridez, não na consolação. O santo reconhece o combate interior e não esconde a própria pobreza, mas decide permanecer diante de Deus mesmo sem sentir a sua presença. Aqui está um ensinamento precioso para a vida espiritual: a fé não se sustenta apenas no que experimentamos, mas também na escolha interior de continuar com o Senhor quando o coração parece não responder.

Muitas vezes, nós nos animamos quando a oração traz paz, fervor ou luz. Nessas horas, rezar parece fácil. Mas também chegam dias em que a alma se percebe cansada, dispersa e seca. Nesses momentos, podemos pensar que Deus se afastou ou que a nossa oração perdeu o valor. São Padre Pio nos ajuda a enxergar de outro modo. Os sentimentos mudam; Deus não muda. A sensibilidade oscila; o Senhor permanece. Por isso, um “eu creio” pronunciado na secura pode ser uma oferta muito verdadeira, e até muito pura, porque não se apoia em consolações passageiras, mas na fidelidade.

Isso não significa negar a dor nem fingir que está tudo bem. O próprio Padre Pio não fez isso. Ele apresentou ao Senhor a sua fragilidade, reconheceu a batalha e falou com verdade sobre o que estava vivendo. Também nós podemos rezar assim. Podemos colocar diante de Jesus aquilo que ainda não compreendemos, aquilo que continua doendo e aquilo para o qual não encontramos resposta. O ponto decisivo é este: a dor pode ser apresentada a Deus, mas não precisa governar a última palavra. Na vida espiritual, a última palavra pode continuar sendo a confiança.

Se hoje a sua oração parece pequena, não a despreze. Permaneça. Volte-se para Jesus com o pouco que você tem e ofereça esse pouco com sinceridade. Em vez de esperar primeiro uma consolação para só depois crer, faça como São Padre Pio: escolha crer agora. Repita com simplicidade esta jaculatória e deixe que ela acompanhe o seu dia: “Viva Jesus, eu creio.” Talvez isso não resolva tudo de uma vez, mas colocará o seu coração no lugar certo: não sob o domínio do sentimento, e sim na perseverança de quem continua pertencendo ao Senhor.

Para a sua oração

Nos dias em que a oração parece seca, eu continuo diante de Jesus com fé ou deixo que a falta de consolação tenha a última palavra?

Senhor Jesus, quando a oração me parecer seca e eu não sentir consolação, sustentai a minha fé. Pela intercessão de São Padre Pio, ensinai-me a permanecer diante de vós e a repetir com confiança: “Viva Jesus, eu creio.” Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Santo dia, meu irmão, minha irmã. Que bom te encontrar aqui para o nosso encontro com o coração de São Padre Pio, através de suas cartas. Hoje encerramos esta semana e também a carta que Padre Pio escreve ao seu diretor espiritual, Padre Benedito. Durante esses dias, nós o acompanhamos numa verdadeira noite interior. Primeiro, ele reconheceu que não compreendia o que estava acontecendo, mas decidiu continuar bendizendo a Deus. Depois, ele até pede ao Senhor: sede minha vida, minha barca e meu porto. Ontem, vimos São Padre Pio perguntar quem sustentaria os seus passos quando o terreno parecia ceder. E hoje chegamos a um ponto em que tudo isso se resume numa profissão de fé. Veja o que São Padre Pio nos diz: “O demônio estrondeia e ruge assiduamente em torno da minha pobre vontade. Não faço outra coisa neste estado a não ser dizer, com firme resolução, embora sem sentimento: Viva Jesus, eu creio.” Há uma expressão aqui que merece toda a nossa atenção no dia de hoje, ao terminarmos essa carta: embora sem sentimento. São Padre Pio não está dizendo “eu creio” porque, naquele momento, ele sente profundamente a presença de Deus. Não está envolvido por uma grande consolação, como já falamos aqui. Ele não está dizendo “viva Jesus” porque tudo se tornou claro. Ele está dizendo “eu creio” justamente quando não sente. E talvez aqui esteja uma das formas mais puras da fé. Porque é relativamente fácil dizer que Deus é bom quando tudo parece estar bem. É fácil agradecer quando recebemos aquilo que pedimos. É fácil rezar quando sentimos a consolação. Mas existem dias em que a fé precisa deixar de ser apenas aquilo que sentimos e tornar-se aquilo que escolhemos. São Padre Pio está nos ensinando isso. Ele reconhece a batalha, ele reconhece a sua pobreza, reconhece que os seus sentimentos não o ajudam e, mesmo assim, toma uma decisão: Viva Jesus, eu creio. Guarde essa frase no seu coração. A fé não deixa de ser verdadeira quando deixa de ser sentida. Às vezes, justamente quando não sentimos nada, descobrimos se a nossa relação com Deus estava sustentada apenas pela consolação ou se realmente aprendemos a confiar nele. São Padre Pio fala de uma firme resolução. Isso é importante. Ele não espera que os sentimentos mudem para depois voltar a crer. Ele decide permanecer antes. Creio que a nossa oração precisa amadurecer exatamente aqui. Há dias em que você rezará e sentirá muita paz. Em outros, rezará e parecerá que nada aconteceu. Há momentos em que a palavra tocará profundamente o seu coração. Em outros, você terminará a oração cansado, disperso, mas Deus não muda conforme muda a nossa sensibilidade, os nossos sentimentos. Os sentimentos oscilam, mas Deus permanece e, por isso, podemos permanecer também. Essa carta inteira nos mostrou que São Padre Pio perguntou, sofreu, buscou compreender e foi reconhecendo cada vez mais a sua própria fragilidade. Isso é muito bonito, porque desfaz uma imagem falsa de santidade. Santo não é aquele que nunca atravessa uma noite escura. Santo é aquele que, quando atravessa essa noite, continua procurando Deus. Santidade não é nunca ter perguntas; é não deixar que elas nos façam abandonar Deus, mas abandonar-nos a Ele. E hoje, encerrando esta carta, São Padre Pio praticamente coloca em nossos lábios uma oração para os dias difíceis: Viva Jesus, eu creio. Quando você compreender, eu creio. Quando não compreender, eu creio. Quando houver consolação, eu creio. Viva Jesus. Quando faltar consolação, viva Jesus, eu creio. Quando o caminho estiver claro ou não tão claro, e o terreno parecer ceder, viva Jesus, eu creio. Isso não significa fingir que tudo está bem. São Padre Pio não fingia. Ele dizia claramente aquilo que estava vivendo. Mas existe uma diferença enorme entre apresentar a nossa dor a Deus e deixar que a dor tenha a última palavra. Na vida de São Padre Pio, a última palavra na batalha não foi o medo, foi a fé. E talvez seja justamente essa graça que podemos levar conosco desta semana. Não precisamos ter todas as respostas. Não precisamos produzir sentimentos religiosos. Precisamos cultivar uma decisão interior: Jesus continua sendo o Senhor da minha vida. E, se hoje você está num período ruim, em que a oração te parece mais pobre, não despreze a sua oração. Essa é a sua verdade, aquilo que Deus tem te dado para rezar. Às vezes, um eu creio pronunciado na aridez pode conter muito mais entrega do que muitas palavras ditas no momento de entusiasmo e de alegria. A fé também se fortalece, digamos assim, quando continuamos escolhendo Deus, sem receber imediatamente uma recompensa emocional. Por isso, termine esta semana com São Padre Pio. Coloque-se diante de Jesus, coloque diante de Jesus aquilo que você ainda não compreende, aquilo que ainda dói, aquilo para o qual ainda não encontrou uma resposta. E, sem precisar explicar tudo, diga: Jesus, eu continuo aqui. Viva Jesus, eu creio. Oremos. Senhor Jesus, encerrando esta semana diante de vós, eu vos apresento também os momentos em que a minha fé se tornou cansada, a minha oração parece seca e o meu coração não consegue sentir a vossa presença. Pela intercessão de São Padre Pio, dai-me uma fé firme, que não dependa somente daquilo que eu estou sentindo. Quando vier uma noite escura, que eu continue convosco. Quando as minhas forças diminuírem, sustentai a minha vontade. E, quando eu não souber mais o que dizer, colocai em meus lábios, em meu coração, esta profissão de fé de São Padre Pio: Viva Jesus, eu creio. Que esta seja a nossa fé e que ela nos acompanhe nos dias de consolação e também nos dias de provação. Até que toda a minha vida possa pertencer cada vez mais a vós. Amém. Que São Padre Pio interceda por sua vida. Que São Miguel Arcanjo te defenda no combate. Ai de nós, como dizia São Padre Pio, se não fosse São Miguel. Que São José possa te valer em todas as suas necessidades. E que a Virgem Maria, Senhora dos Anjos, te cubra com o seu manto. Que desça sobre cada um de vós a bênção de Deus Todo-Poderoso, Ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Santo dia, santa tarde, santa noite. Não se esqueça: reze por mim. Que Deus lhe pague.

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