Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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02 de outubro de 2026

Quando o chão cede, Deus é apoio

O trecho lido neste episódio

“Quem reforçará os meus passos? Quem, se não vós, que sois o bastão da minha fraqueza?”
8 de novembro de 1916

Há momentos em que aquilo que parecia firme começa a ceder. Um plano muda, uma resposta demora, uma situação escapa ao controle. Diante dessa insegurança, o coração procura onde se apoiar. Na carta de 8 de novembro de 1916, São Padre Pio apresenta a Deus uma experiência semelhante: reconhece a própria fraqueza e pergunta quem sustentará seus passos. Sua oração não esconde o sofrimento nem exige que todas as dúvidas desapareçam. Ela nasce da confiança de que o Senhor pode amparar aquele que já não encontra segurança nas próprias forças.

O desejo de contemplar o Tabor permanece mesmo em meio à experiência da cruz. No monte da Transfiguração, os discípulos contemplaram a glória de Cristo; no Calvário, o mesmo Jesus entregou sua vida. A reflexão recorda que essas duas realidades não pertencem a histórias separadas. Também na caminhada de fé há dias de consolação e dias em que é preciso permanecer sem compreender. O sofrimento de hoje não autoriza a concluir que nunca mais haverá luz. A esperança permite continuar buscando o Senhor, mesmo quando a resposta ainda não chegou.

Reconhecer a fragilidade pode tornar a oração mais simples e verdadeira. Não é necessário apresentar-se diante de Deus como alguém que consegue enfrentar tudo sozinho. É possível admitir o cansaço, a insegurança e a necessidade de ajuda. Ao chamar o Senhor de bastão da sua fraqueza, São Padre Pio transforma aquilo que poderia levá-lo ao desespero em um pedido de sustento. A confiança não depende de conhecer o dia de amanhã. Ela se expressa no desejo de receber de Deus a força necessária para dar o passo de hoje.

Perseverar, portanto, não significa enxergar a luz a todo instante. Significa não abandonar a busca por Jesus quando o caminho parece escuro. A oração pode acolher essa necessidade concreta: agradecer nos dias claros, pedir apoio quando o chão parece ceder e suplicar uma esperança que não desista de caminhar. A lembrança dos anjos da guarda, presente ao final da meditação, convida também a retomar esse diálogo de oração. Entre a luz desejada e a fraqueza reconhecida, permanece o pedido essencial de um coração que quer continuar confiando no Senhor.

Para a sua oração

Em que área da sua vida você precisa pedir a Deus o apoio necessário para dar o passo de hoje?

Senhor Jesus, quando o caminho estiver claro, ensinai-me a agradecer. Quando eu não enxergar a luz, ensinai-me a confiar. Se o chão parecer ceder, sustentai os meus passos. Pela intercessão de São Padre Pio, dai-me uma esperança perseverante, para que eu continue caminhando em vossa direção. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Santo dia, meu irmão, minha irmã. Que bom te encontrar aqui para o nosso encontro com o coração de São Padre Pio através de suas cartas. Nós continuamos aquela intensa carta do dia 8 de novembro de 1916. Na quarta-feira, nós aprendemos com São Padre Pio a permanecer quando não compreendemos. Ontem, nós aprendemos que Deus é a nossa vida, a nossa barca e o nosso porto. E hoje parece algo novo. No meio da noite, São Padre Pio ainda espera pela luz. Ele olha para a própria cruz e pergunta se um dia também ele verá o Tabor. Escutemos as próprias palavras do santo: A tudo isso estou disposto, mas vós vos deixareis ser visto um dia sobre o Tabor? Sobre o santo pôr do sol? Terei força, sem jamais me cansar, para ascender à celeste visão do meu Salvador? Sinto que o terreno que piso cede sobre os meus pés. Quem reforçará os meus passos? Quem, se não vós, que sois o bastão da minha fraqueza? Que oração humana! São Padre Pio está disposto a continuar, mas pergunta: um dia verei o Tabor? O Tabor é o monte da Transfiguração. É o lugar em que os discípulos contemplam, por um instante, a glória de Cristo. Mas Padre Pio escreve de dentro de uma experiência completamente diferente. Ele sente o terreno ceder. Ele experimenta sua fraqueza e não consegue enxergar claramente o que virá. Mas, mesmo assim, continua desejando encontrar o Senhor. E aqui está uma grande verdade da vida espiritual. Esperança não é enxergar a luz o tempo todo, o tempo inteiro. Esperança é continuar caminhando porque acreditamos que a noite não é toda a nossa história. Hoje é sexta-feira, dia em que o nosso olhar naturalmente volta para a cruz, e o Evangelho nos ensina que o Tabor e o Calvário não são duas histórias separadas. O mesmo Jesus glorioso é o Jesus que entrega a sua vida na cruz. Também conosco existem dias de Tabor e existem dias em que precisamos simplesmente permanecer junto à cruz. O problema começa quando, no dia da cruz, concluímos que nunca mais haverá o Tabor na nossa vida. São Padre Pio não faz isso. Ele pergunta, ele espera, ele continua subindo. E aí, então, ele diz: sinto que o terreno que piso cede sobre os meus pés. Quem nunca experimentou algo assim? Aquilo em que nós nos apoiávamos já não parece tão seguro. Um plano muda, uma resposta demora, uma situação foge do nosso controle, e o coração só sabe perguntar: onde eu vou me apoiar agora? São Padre Pio responde com outra pergunta: Quem reforçará os meus passos? Quem, se não vós? Aí está o centro da nossa meditação. Quando o chão deixa de ser a nossa segurança, nós descobrimos que Deus realmente é o nosso apoio. Ele é a nossa esperança. Nós gostamos de confiar em Deus. Nós gostamos quando também temos muitas outras garantias. Mas existem momentos em que a fé fica mais simples. Senhor, eu não sei como será amanhã, mas eu sei que eu preciso de vós para dar o próximo passo, para dar o passo de hoje. São Padre Pio chama Deus de bastão da minha fraqueza. Ele não esconde que está fraco, não transforma sua fragilidade em desespero. Ele faz da sua fraqueza uma oração. E isso é importante. A fraqueza reconhecida pode tornar-se um lugar de confiança. Você não precisa chegar diante de Deus dizendo: Senhor, eu sou forte. Você pode dizer: Senhor, os meus passos estão fracos. Sustentai-me. Talvez hoje você ainda não esteja no Tabor, ainda não chegou a resposta, ainda há coisas que não consegue compreender, mas, enquanto existir em você o desejo de continuar procurando Jesus, existe um caminho. A fé não promete que veremos o Tabor todos os dias. Ela nos ensina a não abandonar a subida. E a oração dessa sexta-feira pode ser muito simples. Senhor, quando o terreno parecer ceder, sede vós o meu apoio, o apoio dos meus passos. E, quando eu ainda não conseguir ver a luz, não permita que eu deixe de caminhar em sua direção. Oremos. Senhor Jesus, nos dias em que o caminho estiver claro, ensina-me a agradecer. Mas, nos dias em que eu não enxergar o Tabor, ensina-me a confiar. Quando o terreno parecer ceder sobre os meus pés, sustenta-me, sustenta os meus passos. E, quando eu experimentar a minha fraqueza, não permitais que eu caia no desânimo. Pela intercessão de São Padre Pio, dai-me esperança, uma esperança perseverante, que eu possa dizer convosco: Senhor, sois o apoio da minha fraqueza. Em vós eu continuo caminhando. Amém. E hoje, além de ser a primeira sexta-feira do mês, dia do Sagrado Coração de Jesus, nós celebramos os santos anjos, os santos anjos da guarda. Que você possa fazer essa oração ao seu anjo da guarda. Nós já falamos aqui sobre a importância dos anjos na nossa vida; nós vamos enviar o link de hoje, quando a gente fala sobre os anjos, para que você possa fazer essa experiência de resgatar esse diálogo com o seu anjo da guarda, para que ele te oriente, principalmente quando os seus pés estiverem vacilando, quando o chão estiver vacilando sob os seus pés. Santo dia, santa tarde, santa noite. Que São Padre Pio interceda por você, que a Virgem Maria, Nossa Senhora dos Anjos, te cubra com seu manto, que São José possa te valer em todas as necessidades, e que o Senhor te abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Não se esqueça: reze por mim. Que Deus lhe pague. Amém.

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