Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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22 de agosto de 2026

A presença de Deus não depende dos nossos sentimentos

O trecho lido neste episódio

“Também é verdade que Jesus muito frequentemente se esconde, mas não importa: eu procurarei, com a sua ajuda, estar sempre ao seu redor.”

Há uma frase que os padres escutam com frequência: rezo, mas parece que Deus não responde. A pessoa continua rezando, continua indo à missa, continua tentando ser fiel — e aquela presença que antes parecia tão clara parece ter desaparecido. Daí nasce uma pergunta perigosa: será que Deus me abandonou?

São Padre Pio conheceu essa experiência. Ele não nega o que está sentindo — diz que Jesus se esconde. Mas o mais importante vem depois: procurarei estar sempre ao seu redor. Isso é uma decisão. Ele não escreve que voltará a rezar quando Jesus voltar a se manifestar. Escreve que não percebe, e que continua por perto.

É justamente nessa decisão que o amor deixa de ser infantil. Enquanto tudo vai bem, é relativamente fácil permanecer: quando a oração consola, quando há paz, quando vem o que se pediu. Chega uma hora, porém, em que Deus permite que a fé deixe de depender tanto daquilo que se sente. É um convite a uma fé mais madura. E a pergunta se inverte: o que se quer é a consolação de Deus, ou o Deus de toda consolação?

Padre Pio ainda chama esses momentos de brincadeiras de amor. A expressão precisa ser entendida no contexto da experiência dele: não se trata de dizer que toda dor seja uma brincadeira de Deus, e sim de descrever um momento interior em que Ele parece esconder a consolação sem retirar a presença. São coisas muito diferentes. A ausência da consolação de Deus não significa a ausência de Deus.

Há um combate que não acontece diante de grandes tentações — é o combate silencioso de continuar rezando sem vontade, de continuar amando sem reconhecimento, de continuar fazendo o bem quando ninguém percebe, de continuar procurando Jesus quando parece que Ele se escondeu. E note o verbo que Padre Pio usa: procurarei. Não é uma fé parada. Procure-se o Senhor onde Ele prometeu permanecer — na Eucaristia, na Palavra, na confissão, em quem precisa de ajuda, no cumprimento simples dos deveres de cada dia. Sem esperar sentir algo extraordinário para reconhecê-lo.

Para a sua oração

O que a sua fé tem feito nos dias em que você não sente nada — ela para, ou ela procura?

Senhor Jesus, quando eu vos sentir próximo, que eu vos ame. Mas quando eu não vos perceber, que eu também continue a vos amar, porque será aí que se mostrará a maturidade da minha fé. Quando a minha oração atravessar o silêncio da ausência, que eu permaneça. Não permitais que eu confunda o vosso silêncio com abandono. Dai-me a graça de vos procurar sempre, em todos os momentos da minha vida. Amém.

Folha devocional

Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

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