Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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17 de agosto de 2026

A obediência protege a alma

O trecho lido neste episódio

“Sinto-me muito melhor na obediência ao confessor e ao meu diretor espiritual, a ponto de me considerar como pouco menos que danado se desobedecer-lhes em algo.”
Carta ao seu diretor espiritual

A arma espiritual que São Padre Pio apresenta hoje não é uma oração extraordinária nem uma experiência mística — e ele teve muitas. É uma palavra que custa caro ao coração: obediência.

O detalhe que impressiona é quem a escreve. Padre Pio era homem de experiências extraordinárias de Deus, os estigmas entre elas. E mesmo assim, quando precisava discernir o que acontecia dentro dele, não dizia “eu sei o que estou sentindo”, nem “Deus falou comigo e ninguém pode me corrigir”. Submetia tudo ao seu diretor espiritual. É por isso que a maior parte das suas cartas é dirigida a ele.

Há aí uma lição preciosa sobre o combate espiritual: nem tudo o que se pensa é verdade, nem tudo o que se sente vem de Deus, e nem toda vontade que nasce por dentro deve ser seguida. Logo no início da carta, ele pede ao diretor que, se estiver enganado, o ajude a sair do engano o mais rápido possível. Repare na humildade: ele não pede confirmação. Pede correção.

Talvez a maior dificuldade da vida espiritual seja justamente permitir que Deus contradiga. Costuma-se pedir que Ele mostre o caminho — desde que seja o caminho já escolhido. Pede-se conselho — desde que quem aconselha concorde. Reza-se “seja feita a vossa vontade” chegando diante d'Ele com a vontade já pronta, esperando apenas que Ele a abençoe. A obediência cristã começa quando alguém tem força para dizer: “Senhor, eu quero a verdade, mesmo quando ela contrariar o que eu quero”.

E é isso que protege. Padre Pio descobriu que a obediência não aprisiona a alma — protege-a da ilusão, da soberba, de transformar uma experiência pessoal numa verdade absoluta. O combate concreto de hoje talvez não seja vencer alguém nem provar que se está certo: é vencer a necessidade de ter sempre razão. Quando vier uma contrariedade, uma correção, uma opinião diferente, não responda de imediato. Pare alguns segundos e pergunte se há ali algo a aprender.

Para a sua oração

Diante da última contrariedade que você levou a mal, o que você teria escutado se tivesse esperado alguns segundos?

Senhor Jesus, dai-me um coração humilde e obediente. Livrai-me da soberba que me faz acreditar que sempre sei o melhor caminho. Quando eu estiver enganado, dai-me a humildade para reconhecer; quando eu precisar ser corrigido, dai-me a docilidade de escutar. E quando a vossa vontade for diferente da minha, dai-me a confiança para obedecer. Amém.

Folha devocional

Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

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