28 de agosto de 2026
Que Jesus tenha a última palavra
O trecho lido neste episódio
“Mas viva Jesus!”
Há provações que vêm de fora e há uma que atinge, como diz São Padre Pio, a parte mais profunda da alma — a inteligência e a vontade. Quando são elas que ficam feridas, o que se enfraquece são as virtudes que fazem progredir no amor a Deus: a fé, a esperança, a caridade. Guarde-se essa expressão: progredir no amor a Deus. É essa a medida.
Porque, no fim das contas, o que decide a vida espiritual não é aquilo que se sente, e sim a direção para a qual se caminha. Existem batalhas que acontecem só por dentro e que ninguém percebe: por fora está tudo normal, e a inteligência está confusa, a vontade cansada, a fé seca.
Isso exige maturidade para distinguir. Nem toda tristeza é uma tentação. Nem todo pensamento difícil é ação do mal. Nem toda angústia precisa de explicação espiritual. Mas há pensamentos que, se permanecerem tempo demais por dentro, passam a ser tratados como verdade — “não vai valer a pena”, “não consigo perdoar”, “Deus se esqueceu de mim”. Nem todo pensamento que aparece merece confiança. Por isso a vida espiritual exige discernimento, e vale perguntar diante de cada um: isso conduz à verdade que é Cristo? Isso ajuda a amar mais? Isso produz humildade?
Diante de tudo o que atravessava, Padre Pio escreve uma frase curta que ilumina o caminho inteiro: mas viva Jesus. Ele não nega a dificuldade nem finge que está tudo bem — santidade não é fingir. É como dizer: tudo isso está acontecendo, e não será isso que decidirá a direção deste coração. Nem sempre é possível impedir que um pensamento apareça. Nem sempre se escolhe o que se vai sentir. Mas é possível, pela graça, decidir a quem caberá a última palavra. O medo bate à porta — mas viva Jesus. O desânimo diz para abandonar tudo — mas viva Jesus. Veio a fraqueza, houve a queda — mas viva Jesus.
Não é uma fórmula mágica a ser repetida. É uma profissão de fé: Jesus continua sendo o Senhor desta vida. E é isso que purifica — colocar cada coisa no seu devido lugar, para que a fé não dependa só da consolação, nem a esperança de uma solução, nem o amor de ser fácil amar.
Para a sua oração
Hoje, quem teve a última palavra sobre o seu coração — o medo, o cansaço, ou Jesus?
Senhor Jesus, guardai a nossa inteligência e a nossa vontade, e dai-nos a luz para reconhecer a vossa verdade e a força para escolhermos o bem. Que os nossos pensamentos, quando estiverem confusos, conduzam-nos à vossa palavra, palavra da verdade. Que a nossa vontade, quando estiver enfraquecida, seja sustentada com a vossa graça, porque quando estou fraco é aí que o Senhor me faz forte. Purificai, Senhor, a nossa fé, a nossa esperança, o nosso amor. Que nenhuma dificuldade, que o desânimo, que o cansaço não tenham a última palavra sobre a nossa vida. Amém.
Folha devocional
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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.
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