Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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27 de agosto de 2026

Um coração que palpita com o de Jesus

O trecho lido neste episódio

“Em meio a tantos sofrimentos eu sou feliz, pois parece que ouço meu coração palpitar com o de Jesus.”

O modo como Jesus alivia os sofrimentos de São Padre Pio não é retirando a situação. É falando ao seu coração, pouco a pouco. Isso contraria uma expectativa comum: a de que quanto mais perto de Deus, menos sofrimento. Como se Deus fosse bom quando resolve o problema, bom quando dá a resposta, bom quando abre a porta. Padre Pio diz outra coisa — Deus é bom porque, no meio daquilo que se está vivendo, Ele fala ao coração.

Daí a pergunta: é possível reconhecer a bondade de Jesus antes de a situação mudar? Existe uma tentação sutil de levar à oração apenas o que falta — o que se pediu e não veio, o que se gostaria que fosse diferente, o que ainda não se resolveu. Padre Pio faz o movimento contrário. Em meio à aflição, percebe a presença. Em meio à dor, ouve a voz.

Ele chega a escrever que é feliz, e que essa é uma felicidade que não sabe comparar. A frase precisa ser lida com cuidado: ele não está dizendo que se deva procurar o sofrimento, nem que a fé cristã goste da dor. Está testemunhando que, mesmo dentro da aflição, Deus pode conceder uma consolação que a aflição não consegue destruir. Se a alegria cristã fosse a ausência de problemas, quase ninguém poderia ser alegre — todo mundo tem problemas. Ela nasce de uma presença.

E então vem a imagem que vale guardar: “parece que ouço meu coração palpitar com o de Jesus”. Talvez a santidade seja exatamente isso — não uma vida extraordinária e sem problemas, mas um coração que aprende, pouco a pouco, a bater no ritmo do coração de Cristo. É o que São Paulo pede: tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus.

Quando isso acontece, o que alegra Jesus começa a alegrar; o que entristece o coração d'Ele começa a incomodar; passa-se a olhar as pessoas com o olhar d'Ele, a perdoar porque Ele perdoa, a amar o que Ele ama. Fica então uma pergunta honesta, que vale mais que muitas orações decoradas: a sua oração tem mudado o seu coração? É possível saber muito sobre Deus, conhecer muitas orações, e ainda conservar ressentimentos e tratar mal quem convive ao lado.

Para a sua oração

A sua oração tem mudado o seu coração — ou apenas ocupado o seu tempo?

Senhor Jesus, muitas vezes o meu coração fica preso àquilo que me falta, a ponto de não reconhecer a vossa presença e a vossa bondade. Hoje eu quero simplesmente permanecer convosco. Falai ao meu coração em meio a todo esse barulho e a toda essa ansiedade, no meio de tudo o que eu ainda tenho que resolver. Fazei que o meu coração entre no vosso ritmo: ensinai-me a amar aquilo que amais e a tratar as pessoas como o Senhor as trata. Amém.

Folha devocional

Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

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