Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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23 de julho de 2026

Senhor, revelai-me quem eu sou diante de Vós.

O trecho lido neste episódio

“Piedoso Deus, em sua infinita sabedoria e justiça, vai se dignando em levantar o véu e manifestar-me as minhas faltas ocultas em toda a malícia e feiura delas, vejo-me tão disforme que as minhas próprias vestimentas parecem que têm horror à minha imundice. Senhor, mostrai-me a mim mesmo, como vós me vedes.”
Ao seu diretor espiritual

Reflexão em áudio · 10 min

Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.

A carta de São Padre Pio coloca diante do leitor a imagem de um Deus piedoso que, por amor, levanta o véu que encobre a alma. Essa ação não é uma exposição pública destinada à humilhação, mas um ato de misericórdia no qual a verdade sobre si mesmo é revelada com sabedoria. As palavras usadas para descrever essa experiência — veementemente real e dolorosa — tornam claro que há, sob a aparência, faltas ocultas: hábitos enraizados, razões disfarçadas, estima própria travestida de virtude. Reconhecer isso é o primeiro passo para qualquer conversão sincera.

O texto exige uma resposta concreta: pedir que Deus mostre a verdade interior e ter coragem para permanecer diante dela. Não se trata de uma curiosidade moral, mas de uma súplica de humildade, uma oração que abre mão das máscaras. Quando se suplica para ver-se como Deus vê, admite-se a possibilidade de dor e, ao mesmo tempo, de cura. A carta relembra que a justiça divina não é severidade gratuita; é discernimento que age na medida certa e no tempo oportuno, caminhando com a piedade que acolhe e transforma.

Por fim, a carta pede perseverança: não fugir quando a ferida for mostrada, deixar-se curar pelo médico divino e permitir que a verdade liberte. Somos convidados a perseverar na oração que pede luz, a aceitar a exposição das faltas ocultas e a permanecer para a cura, confiando que o processo é obra da sabedoria e da misericórdia divinas. Em última análise, a carta pede uma humildade vigilante — a disposição de ver-se, suportar a dor da verdade e permitir que essa mesma verdade conduza à santidade.

Para a sua oração

Você está disposto a pedir a Deus que levante o véu sobre suas faltas ocultas e a permanecer para ser curado?

Senhor Jesus, dai-me a coragem de enxergar meu coração como Vós o enxergais. Revelai aquilo que em mim precisa ser transformado e não permitais que eu fuja da verdade quando ela me for mostrada. Pela intercessão de Nossa Senhora e de São Padre Pio, dai-me humildade para reconhecer minhas faltas e confiança para me deixar curar pela vossa misericórdia. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Reflexões sobre as cartas de São Padre Pio com o Padre Wallace Teixeira, Fé, Oração e Confiança Santo dia meu irmão, minha irmã, estamos na nossa jornada de compreendermos um pouco mais sobre a santidade de acordo com o nosso Santo do Gargano, né, São Padre Pio e hoje nós vamos compreender uma graça muito grande de Deus e que às vezes a gente tem um certo temor, né, até mesmo medo, vamos dizer assim, é a graça de nos vermos, de ver a si mesmo com os olhos de Deus. Padre Pio, na carta que nós estamos rezando essa semana, ele confessa ao seu diretor espiritual, no presente estado em que, pedoso Deus, em sua infinita sabedoria e justiça, vai se dignando em levantar o véu e manifestar-me as minhas faltas ocultas em toda a malícia e feiura delas, vejo-me tão disforme que as minhas próprias vestimentas parecem que têm horror a minha imundice. Presta atenção, meu irmão e minha irmã, quatro palavras importantes nesta frase como nós temos visto antes de rezarmos. Primeiro, piedoso Deus. Padre Pio não diz, né, Deus justo, cruel, um juiz duro, ele diz que Deus é piedoso, então ele sabe quem Deus é, que Deus está prestes a fazer é piedade, misericórdia, é amor, mesmo que esteja doendo como nós rezávamos na terça-feira. Segundo, é uma expressão bonita que ainda não apareceu nas nossas cartas, levantar o véu. Existe um véu sobre nós mesmos e a gente não se enxerga direito, né? A nossa mãe vivia dizendo isso, né? A gente tem uma imagem melhorada de si mesmo e Deus, com ternura, vai levantando esse véu. Depois, né, número três, vamos dizer assim, faltas ocultas. Não é os pecados que a gente já sabe, é os que estão escondidos, aquelas coisas que a gente não percebe, aquele orgulho disfarçado de humildade, aquele julgamento que é vestido de um certo zelo, vamos dizer assim, aquela mágoa camoflada naquilo que nós queremos que seja justiça. E por isso, o quarto ponto da carta é sabedoria e justiça. Deus não faz isso para nos humilhar. Ele faz com sabedoria. Ele mostra na hora certa, na medida certa. Essa é a justiça de Deus. Ele não exagera. Ele não distorce como muitas vezes nós usamos até lente de aumento sobre os nossos defeitos, né? Então, meu irmão, minha irmã, nós temos atenção nisso. Existe uma oração que é necessária, que nós passamos ela constantemente e que pouca gente reza. E o Padre Pio resolve isso nessa carta. É essa que ele diz assim, Senhor, mostrae-me a mim mesmo, como vós me vedes. Então, é perigoso porque quem pede recebe. E o que se recebe pode muitas vezes doer e nós não aceitarmos. Mas essa é a graça. É a graça do início de toda a santidade verdadeira. É aquilo que nós falávamos no início da semana. A verdade, se for para sermos santos, que seja através da nossa verdade. Então, enquanto esse velo não é levantado, eu me contento com uma versão maquiada de mim mesmo. E aí, o que acontece? Deus quer nos tornar santos, mas a gente ainda não foi verdadeiro com ele. Essa é a primeira operação, falávamos ontem, que ele faz essa de abrir os nossos olhos para a verdade sobre nós mesmos. Sem essa cirurgia inicial, fica tudo na aparência, a santidade de aparência, santidade nas vestes e a gente não mergulha a fundo na nossa verdade. E olha que coisa maravilhosa, muito boa. Padre Pio se vê tão desforme, mas ele não se desespera. Ele não foge, ele fica, ele continua se olhando, digamos assim. Mas por que? Porque no fundo ele sabe que quem mostra a ferida ao médico, vai ser curado. Então, Deus não nos levanta o velo para nos condenar. Ele levanta o velo porque nos ama e quer nos transformar, nos curar, nos santificar. Então hoje eu te faço esse convite, coragem. Peça para Deus com humildade. Senhor, mostra-me o que eu preciso ver em mim mesmo. Não me deixe viver na ilusão. Levante o velo. Na sua infinita sabedoria, justiça, levante o velo. Depois fique ali. Não fuja de mim. Não fuja daquilo que eu virei e que o Senhor verá. Mas me curem. Essa verdade que nos liberta. Então, nós vemos juntos pedindo ao Espírito Santo, o Espírito da verdade, que hoje nós vamos até Ele com o coração aberto, cansado de vivermos com máscaras, com archismos sobre nós mesmos, com aquilo que nós pensamos, que nós somos. E assim como Padre Pio, Senhor, nós te pedimos, levante o velo. Levante o velo que está sobre mim. Mostra-me as minhas faltas. Essas que eu ainda não percebi. Essas verdades ocultas de mim mesmo. Que eu nem sei que tenho. Mostra-me, Senhor, qual a vossa infinita sabedoria, no tempo certo, na medida certa. Mostra-me, Senhor, qual a vossa infinita justiça. Falávamos a pouco, sem exagero, sem distorção. Mas, sobretudo, Senhor, me mostre qual a vossa piedade, qual a vossa misericórdia, porque eu sei que o Senhor me ama. Porque eu sei que o Senhor não me deixa desesperar diante daquilo que eu virei. Então não me deixe fugir, Senhor. Ensine a permanecer. Como Padre Pio, eu quero também ficar, Senhor, e olhar para a verdade debaixo do velo. E deixar-me curar, vós que sois o divino médico, que essa verdade não me destrua, de verdade. Ensina-me, Senhor, ao me olhar como o Senhor me vê. São Padre Pio, que soube olhar para sua alma sem fugir, alcançar-me também a mesma coragem. Querido que o Espírito Santo hoje levante o velo com ternura, que Nossa Senhora te ampare, mesmo quando essa verdade doer, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. Santo dia, Santa tarde, Santa noite. E não se esqueça, Reze por mim, Deus lhe pague.

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