Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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07 de outubro de 2026

Reacenda a chama do primeiro amor

O trecho lido neste episódio

“Já comecei a experimentar novamente a alegria daquele dia sagrado para mim.”

Há graças de Deus que não pertencem apenas ao passado. Elas continuam vivas, mesmo quando já passaram os dias intensos, as consolações sensíveis e os começos cheios de entusiasmo. São Padre Pio, ao recordar o dia de sua ordenação sacerdotal, não faz uma lembrança nostálgica, como quem apenas sente falta de um tempo bonito. Ele volta à memória de uma graça para reencontrar nela uma chama ainda acesa. Isso nos ensina algo precioso: a memória espiritual, quando vivida diante de Deus, não nos prende ao ontem; ela fortalece o hoje.

Todos nós, em algum momento, já experimentamos algo semelhante. Houve um dia, uma palavra, uma confissão, uma missa, um retiro, uma decisão, um encontro em que Deus se fez perceber com mais nitidez. Talvez tenha sido o instante em que você compreendeu que não estava sozinho. Talvez tenha sido o momento em que sentiu força para recomeçar. Talvez tenha sido a hora em que o coração disse com sinceridade: “Senhor, minha vida é vossa”. Essas graças não foram dadas para ficarem guardadas como lembranças distantes, mas para se tornarem pontos de retorno quando a rotina pesar e o coração esfriar.

A Sagrada Escritura nos mostra continuamente que recordar as obras de Deus é caminho de fidelidade. Quem esquece o que recebeu corre o risco de olhar a dificuldade presente como se Deus nunca tivesse sido bom, nunca tivesse sustentado, nunca tivesse conduzido. Por isso, voltar às graças recebidas não é fugir do presente, mas aprendê-lo com fé. O primeiro amor não precisa permanecer preso ao primeiro dia. Ele pode amadurecer, atravessar provações, purificar-se e tornar-se perseverança. Mas, para isso, às vezes é necessário voltar à origem e perguntar com humildade: por que comecei? Por que disse sim? O que Deus acendeu em mim naquele tempo que ainda deseja iluminar este momento?

Talvez hoje o Senhor não esteja pedindo algo completamente novo, mas que você volte ao lugar interior onde Ele já o visitou. Escolha uma única graça da sua história e permaneça diante dela em ação de graças. Não para reviver emoções passadas, mas para reconhecer uma fidelidade que continua agindo. Peça a Jesus que reacenda em você aquilo que Ele mesmo começou. A memória da graça não é saudade vazia; é alimento para a fidelidade, força para a perseverança e renovação do amor nos dias comuns.

Para a sua oração

Qual graça da sua história Deus lhe pede que recorde hoje para reacender o seu amor por Jesus?

Senhor Jesus, eu vos agradeço pelas graças que já marcaram a minha história. Pela intercessão de São Padre Pio, fazei-me recordar o que recebi de vós e reacendei em meu coração a fidelidade do primeiro sim. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Vocês já perceberam que algumas graças de Deus precisam ser lembradas para voltarem a acender o nosso coração? Santo dia, meu irmão, minha irmã, que bom te encontrar aqui para o nosso encontro com o coração de São Padre Pio, através de suas cartas. Nesta semana, nós estamos percorrendo um caminho do amor a Jesus em São Padre Pio. No domingo, nós vimos um amor que queria dominá-lo; na segunda, uma alma ferida de amor; e ontem Padre Pio nos colocou dentro daquele oceano sem margens do amor de Jesus. Hoje damos outro passo. O amor também sabe fazer memória. Na carta de 9 de agosto de 1912, São Padre Pio está escrevendo ao seu diretor espiritual, quando o seu pensamento volta para um dia decisivo da sua história: o dia de sua ordenação sacerdotal, celebrado justamente na festa de São Lourenço. E ele escreve: “O dia de São Lourenço foi a ocasião na qual encontrei o meu coração mais aceso de amor por Jesus.” São Padre Pio recorda a paz, a alegria, o júbilo daquele dia. Não está simplesmente sentindo saudade de uma experiência bonita. Ele está voltando à memória de uma graça, e isso é muito importante na vida espiritual. Existem momentos em que o coração esfria, a rotina chega, aquilo que um dia nos emocionava passa a parecer comum. A oração exige mais esforço, as responsabilidades aumentam, e podemos esquecer não aquilo que Deus fez, objetivamente falando, mas como fomos tocados por Ele. Padre Pio volta ao dia da sua ordenação e encontra ali uma chama viva. A memória da graça de Deus pode reacender aquilo que a rotina tentou apagar. Talvez você também tenha um dia de São Lourenço na sua história. Um momento em que percebeu Deus muito perto. Uma confissão que marcou esse recomeço, uma missa, um retiro, uma palavra que chegou na hora certa, uma graça recebida quando você pensava que não haveria saída, até mesmo uma decisão em que você disse, sinceramente: Senhor, minha vida é vossa. Esses momentos não foram dados por Deus para ficarem guardados como fotografias antigas. Eles podem se tornar um ponto de retorno. Quando o coração estiver cansado, volte àquilo que Deus já fez. Quando vier a dúvida, recorde onde Ele já o sustentou. Quando você pensar que perdeu o caminho, lembre-se do dia em que reconheceu claramente por onde deveria caminhar. A fidelidade também se alimenta de memória. Na Sagrada Escritura, isso acontece o tempo todo. O povo é convidado a recordar as obras de Deus, porque esquecer a graça recebida pode nos fazer interpretar a dificuldade presente como se Deus nunca tivesse sido fiel. São Padre Pio nos ensina outra coisa. Ele olha para trás e não diz: que pena que aquele dia passou. Ele percebe que o amor daquele dia ainda pode alimentar o tempo presente. Essa é uma frase importante. O primeiro amor não precisa ficar preso ao primeiro dia. O amor pode amadurecer. No começo, pode haver muito entusiasmo. Depois, vêm a perseverança, a renúncia, a fidelidade nos dias comuns e, às vezes, precisamos voltar à origem, não para tentar sentir exatamente o que sentíamos antes, mas para recordar: por que eu comecei? Por que eu comecei a rezar? Por que eu decidi seguir Jesus? Por que eu disse sim a determinada missão? Por que um dia eu escolhi mudar de vida? Quem se esquece do motivo corre o risco de transformar a fidelidade em apenas um peso. São Padre Pio se lembra do dia em que seu coração esteve especialmente aceso de amor por Jesus. E essa lembrança devolve o júbilo ao tempo presente. Hoje eu te convido a fazer esse exercício. Escolha uma graça da sua história. Não três, quatro, dez. Uma. Volte a ela. Agradeça novamente. E pergunte: Senhor, o que aquela graça continua me pedindo hoje? Porque a memória cristã não é nostalgia. A memória da graça é recordar o que Deus fez para responder novamente ao que Ele está fazendo hoje. Então, talvez o seu coração não precise, hoje, de algo completamente novo. Ele pode precisar apenas voltar ao lugar onde Deus já acendeu o fogo e dizer: Jesus, reacende em mim aquilo que começou convosco. Oremos. Senhor Jesus, eu vos agradeço pelas graças que já marcaram a minha vida, já marcaram a minha história: pelos encontros, pelas palavras, pelos sacramentos, pelas pessoas e pelos momentos em que eu percebi com mais clareza a vossa presença e o vosso chamado. Não permitais, Senhor, que a rotina me faça esquecer aquilo que fizestes em mim. Pela intercessão de São Padre Pio, reacendei o meu amor por vós. Quando o meu coração esfriar, fazei-me recordar. Quando eu estiver cansado, renovai em mim a graça do primeiro sim, e que a memória da vossa fidelidade me dê força para ser fiel também hoje. Amém. São Padre Pio, interceda por sua vida. São Miguel Arcanjo, defenda no combate. São José, possa te valer em todas as necessidades, e que a Virgem Maria, Senhora dos Anjos, possa te cobrir cada vez mais com o seu manto e te ajudar a renovar o teu coração e o teu sim. O Senhor te abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Santo dia, santa tarde, santa noite. Não se esqueça: reze por mim, e Deus lhe pague. Amém.

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