20 de outubro de 2026
Possuir Deus: o amor que habita
O trecho lido neste episódio
“Ao amar a Deus, a alma está certa de possuí-lo. Quando uma pessoa ama o dinheiro, honras e boa saúde, infelizmente ela nem sempre possui o que ama, enquanto quem ama a Deus imediatamente o possui.”
Há amores que podem nos acompanhar por muitos anos e, ainda assim, jamais se tornarem posse verdadeira. Podemos desejar segurança, reconhecimento, saúde, estabilidade, e descobrir, com o tempo, que nenhuma dessas realidades está plenamente em nossas mãos. São bens que podem faltar, mudar ou ser perdidos. A palavra de São Padre Pio, porém, aponta para um bem diferente de todos os outros: Deus. Quando a alma ama a Deus de verdade, ela não fica apenas desejando algo distante; ela entra em comunhão com Aquele que ama. Por isso, quem ama a Deus já começa a possuí-lo, porque Deus se deixa encontrar e habita naquele que permanece na caridade.
Essa verdade ilumina o centro da vida espiritual. O essencial não é apenas fazer coisas para Deus, mas pertencer a Deus. Muitas vezes, nossa caminhada de fé pode se encher de práticas, compromissos e deveres religiosos, e tudo isso tem seu valor. Mas o episódio nos convida a ir mais fundo e a fazer uma pergunta decisiva: o meu coração é de Deus? A maturidade espiritual não consiste em acumular exercícios exteriores, mas em crescer numa comunhão real de amor. A caridade não é um detalhe entre outros; ela é o movimento pelo qual a alma se entrega e Deus se comunica.
Também a oração muda quando essa verdade nos alcança. É natural aproximar-se do Senhor com pedidos, necessidades e dores. Jesus mesmo nos ensinou a pedir. Mas existe um momento em que o amor amadurece e aprende a dizer: antes mesmo de receber aquilo que peço, eu já vos tenho. Essa consciência não elimina os problemas nem apaga as incertezas, mas transforma o coração. Se Deus está comigo, eu não estou vazio. Se pertenço a Ele, minha vida não depende somente daquilo que ainda me falta. Quem faz de Deus apenas um meio para alcançar outras coisas viverá sempre inquieto; quem descobre Deus como o próprio bem começa a experimentar liberdade e paz.
Por isso, há um exercício simples e profundamente fecundo: permanecer alguns instantes diante de Jesus sem pedir nada, apenas querendo estar com Ele. Não buscar sensações extraordinárias, nem respostas imediatas, mas desejar o próprio Senhor. Aqui a caridade se purifica, o coração se ordena e a alma aprende, pouco a pouco, a reconhecer que a maior graça não é o que Deus coloca em nossas mãos, mas o próprio Deus que se dá a nós.
Para a sua oração
Quando você reza, procura primeiro as coisas de Deus ou o próprio Deus?
Senhor Jesus, ensinai-me a vos amar não apenas por aquilo que podeis me dar, mas porque sois o meu verdadeiro bem. Purificai os meus desejos e colocai cada coisa no lugar correto dentro do meu coração. Que eu saiba agradecer pelas graças que recebo, sem amar os dons mais do que a vós e mais do que a vossa presença. Fazei-me compreender que a beleza de pertencer ao Senhor e de viver na vossa presença me basta. Espírito Santo, aumentai em mim a caridade e fazei crescer no meu coração esta oração: Jesus, eu vos quero por quem sois. Pela intercessão de São Padre Pio, fazei-nos permanecer no amor, para permanecermos em Deus e Deus em nós. Amém.
Folha devocional
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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.
Transcrição completa
O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.
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