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09 de outubro de 2026

Oferta: o amor que se torna dom

O trecho lido neste episódio

“Já senti muitas vezes esses êxtases de amor. Dessa vez, ao contrário, um instante, um segundo a mais, a minha alma teria se separado do corpo e teria ido com Jesus. Oh, que bela coisa é tornar-se vítima do amor.”
carta escrita no dia 26 de agosto de 1912

A experiência narrada neste episódio nos introduz em um ponto muito delicado e profundo da vida espiritual: o amor, quando amadurece, torna-se oferta. Ao recordar a carta de 26 de agosto de 1912, Padre Wallace nos mostra São Padre Pio tocado por uma experiência intensa do amor de Jesus. Mas o centro da reflexão não está no extraordinário em si. O que importa é o fruto que nasce desse encontro: uma alma que deseja responder ao amor recebido com a entrega de si mesma. Por isso, a expressão “vítima do amor” não pode ser entendida fora de Cristo.

Jesus é Aquele que faz da própria vida um dom. Nele, a oferta não é gosto pelo sofrimento, mas a livre entrega de quem ama até o fim. É à luz disso que devemos compreender São Padre Pio. Ele não exalta a dor por ela mesma, nem nos ensina a procurar cruzes. Ele nos conduz a algo mais verdadeiro: permitir que nada da nossa vida fique fora do amor de Deus. Quando o coração ainda está muito voltado para si, a oração gira apenas em torno do que esperamos receber. Mas, pouco a pouco, o amor amadurece e faz nascer outra pergunta: “Senhor, como posso vos amar dentro daquilo que estou vivendo?”

Essa mudança interior transforma o cotidiano. O tempo oferecido com fidelidade, a paciência numa situação difícil, a renúncia silenciosa, o cuidado com alguém que precisa de nós, o dever escondido cumprido por amor: tudo isso pode tornar-se oferta. Até mesmo aquilo que não escolhemos — uma limitação, um sofrimento, uma contrariedade — pode ser colocado nas mãos do Senhor e vivido em união com Cristo. O cristão não precisa buscar o sofrimento, mas pode aprender a não desperdiçar as cruzes que a vida lhe apresenta. Quando vividas com amor, até as pequenas coisas se tornam grandes diante de Deus.

Nesta sexta-feira, olhar para a cruz é redescobrir o amor levado até o fim. E, diante desse amor, somos convidados a responder. Não para convencer Deus a nos amar, mas porque já fomos amados primeiro. Talvez hoje a sua oferta seja muito simples e escondida: um gesto de caridade, um perdão, um jejum, uma palavra guardada, uma fidelidade silenciosa. O importante é que brote de um coração que ama. Assim, pouco a pouco, a vida inteira deixa de ser apenas espera de graças e se torna resposta agradecida ao amor de Jesus.

Para a sua oração

Hoje, diante de Cristo crucificado, o que você pode oferecer a Jesus como resposta ao amor que já recebeu dele?

Senhor Jesus, pela intercessão de São Padre Pio, ensinai-me a responder ao vosso amor com a oferta da minha vida. Purificai em mim tudo aquilo que busca apenas receber e fazer e fazei crescer em mim um coração capaz de servir, de entregar e de amar. Recebei o meu trabalho, as minhas alegrias, as minhas renúncias e as minhas dificuldades, e fazei de tudo uma oferta unida a vós. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Até onde o amor por Jesus pode nos levar? Quando o amor amadurece de verdade, ele deixa de perguntar apenas o que eu vou receber e começa a perguntar o que eu posso oferecer. Santo dia, meu irmão, minha irmã; que bom te encontrar aqui para o nosso encontro com o coração de São Padre Pio, através de suas cartas. Continuamos, nesta semana, percorrendo o caminho do amor a Jesus em São Padre Pio. E ontem entramos na carta escrita no dia 26 de agosto de 1912 e contemplamos aquela experiência intensa de São Padre Pio, na qual ele fala do seu coração atingido por um dardo de fogo. Chegando ao final da semana e ao término desta caminhada bonita que estamos fazendo sobre o amor de Jesus, hoje nós vamos avançar neste mesmo relato, e aquilo que começa como fogo chega a uma palavra muito importante na espiritualidade de São Padre Pio: oferta. Escutemos suas próprias palavras. Já senti muitas vezes esses êxtases de amor. Dessa vez, ao contrário, um instante, um segundo a mais, a minha alma teria se separado do corpo e teria ido com Jesus. Oh, que bela coisa é tornar-se vítima do amor. Tornar-se vítima do amor. Essa expressão precisa ser compreendida a partir de Jesus. São Padre Pio não está glorificando o sofrimento pelo sofrimento. O centro não é a dor; o centro é o amor que se oferece. Na vida cristã, vítima não significa alguém que simplesmente sofre passivamente. Olhando para Cristo, nós encontramos Aquele que livremente transforma a sua vida em dom. Isto é o meu corpo, entregue por vós. E São Padre Pio queria pertencer a Jesus. Também nessa lógica, quanto mais ama a Cristo, mais ele desejava entregar-se a Ele. E é por isso que essa meditação combina profundamente com a sexta-feira. O amor verdadeiro tende à oferta. Enquanto o amor ainda está muito centrado em nós mesmos, a nossa pergunta costuma ser: Jesus, o que o Senhor vai fazer por mim? Que graça eu vou receber? Quando que a minha oração será atendida? Ou até mesmo: quando que essa dificuldade vai passar? Tudo isso pode fazer parte da oração. Mas o amor amadurece, e nasce outra pergunta. Quando o amor amadurece, nasce outra pergunta: Jesus, como que eu posso vos amar dentro daquilo que eu estou vivendo? Essa mudança é enorme, porque amar Jesus não significa apenas receber consolações dele. Significa também aprender com ele a transformar a própria vida em dom. O seu tempo pode se tornar uma oferta. A sua paciência pode se tornar uma oferta. Uma renúncia feita por amor pode se tornar uma oferta, um sacrifício. Um sacrifício oblativo, melhor dizendo. O cuidado com alguém que precisa de você pode tornar-se um sacrifício oblativo, uma oferta. A fidelidade no dever escondido de cada dia, quando ninguém está vendo, pode se tornar uma oferta. E até uma dificuldade, como já dissemos, que você não escolheu, pode ser colocada nas mãos de Deus e vivida unida a Cristo. O cristão não precisa procurar cruzes, mas ele pode aprender a não desperdiçar aquelas que a vida coloca diante dele. São Padre Pio nos ajuda a compreender isso, porque a sua experiência mística não o afasta da realidade. O amor por Jesus torna-se cada vez mais disponível para viver a vontade de Deus, servir as almas, obedecer e permanecer fiel. Na vida de São Padre Pio, a gente vê isso claramente. E na carta de hoje nós encontramos uma das chaves da sua vida. Quanto mais unido a Cristo, mais São Padre Pio se torna disponível para ser oferecido com Cristo. É essa espiritualidade de alguém que deixa de dizer apenas: Jesus, dai-me. Jesus, eu quero isso. E começa também a dizer: Jesus, receba isso. Guardemos esta frase no dia de hoje. O amor chega à maturidade quando a nossa vida começa a tornar-se uma resposta ao amor, a esse amor que recebemos. E há ainda algo mais profundo. Nós não fazemos uma oferta a Deus para convencê-lo a nos amar. Nós oferecemos porque já fomos amados primeiro. Jesus já se entregou, já nos amou, já nos deu a vida. A nossa oferta de vida é uma resposta a esse amor. Por isso, ser vítima do amor não é viver procurando o sofrimento; é dizer: Senhor, nada na minha vida precisa ficar fora do seu amor. A minha alegria pertence a vós. A minha oração pertence ao Senhor. A minha fragilidade, a minha miséria, a minha pequenez pertence a vós. Então, a minha cruz também pode ser colocada nas mãos do Senhor. Hoje, sexta-feira, a sexta-feira nos coloca diante de Cristo crucificado. Por isso, é um bom convite olharmos para a cruz e entendermos que ali está o amor levado até o fim, até as últimas consequências. E fazermos hoje uma oração que não peça imediatamente alguma coisa, mas dizer simplesmente: Jesus, hoje eu quero vos oferecer alguma coisa de mim. Pode ser uma renúncia; hoje é dia de jejum, de abstinência. Pode ser um ato de penitência, um ato de paciência com o irmão, um perdão, uma obra de caridade que ninguém precisa ficar sabendo, que ninguém conhecerá. Um sacrifício pequeno, vivido sem reclamação e oferecido com amor, porque quem ama Jesus começa a descobrir que até as pequenas coisas podem se tornar grandes quando oferecidas por amor. Já nos ensinava Santa Terezinha do Menino Jesus esses dias atrás. Oremos. Senhor Jesus, eu vos entrego inteiramente a vós. Pela intercessão de São Padre Pio, ensina-me a responder ao vosso amor com a oferta da minha própria vida. Purifique em mim, Senhor, tudo aquilo que busca apenas receber e fazer, e faça crescer em nós um coração capaz de servir, de entregar e de amar. Não permita, Senhor, que eu te procure apenas para a realização pessoal, mas que eu o procure no sofrimento, ou seja, um sofrimento oblativo. E dai-me a graça de unir-me a vós nessa dificuldade, essa dificuldade que faz parte do meu caminho de santificação. Receba, Senhor, o meu trabalho, as minhas alegrias, as minhas renúncias e tudo aquilo que hoje eu puder vos oferecer. Que também a minha vida se torne uma resposta ao vosso amor. São Padre Pio interceda por sua vida, que São José possa te valer em todas as necessidades, São Miguel Arcanjo te defenda no combate, que Nossa Senhora Rainha dos Anjos possa te cobrir cada vez mais com seu manto. Que o Senhor te abençoe, Ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Santo dia, santa tarde, santa noite. Não se esqueça: reze por mim e Deus lhe pague. Que Deus abençoe você!

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.