Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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16 de julho de 2026

O tormento espiritual da alma que sente Deus se esconder

O trecho lido neste episódio

“Como é grande, ó pai, a minha desventura. Sou um mistério para mim mesmo. Não sei me entender. Como está longe a minha alma desse despojamento! Eu não consigo. Meu coração ainda arde, ainda tem impulsos que eu não sei domar.”
Ao seu diretor espiritual

Reflexão em áudio · 6 min

Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.

A reflexão parte da honestidade de quem escreve ao diretor espiritual: a sensação de desventura, a confissão de ser mistério para si mesmo, a perplexidade diante de uma oração que parece seca. Esse reconhecimento da própria limitação aparece como postura franca, aproximando o ouvinte da realidade humana mesmo em quem foi santo. O relato lembra a frase de Santa Teresinha, invocada no contexto da carta, que se entrega ao querer de Jesus; tal referência ajuda a situar a experiência de Padre Pio como uma oferta humilde diante da prova interior.

No texto, Padre Pio revela o contraste entre o desejo de despojamento e a constatação de não consegui-lo plenamente: a alma distante daquele ideal, o coração que ainda arde, os impulsos que resistem a ser domados. Essa verdade não é apresentada como falha definitiva, mas como expressão de um caminho de purificação. A constatação de noites escuras e de aridez na oração é colocada sem vergonha, mostrando que a experiência de sentir Deus distante não anula a fé; muitas vezes é parte do processo pelo qual o amor é purificado.

Ao final, a comparação com a esposa do Cântico dos Cânticos, que busca o amado e desfalece de amor, transforma a dor em sinal: se o coração desfalece, é porque já houve um toque divino. A proposta prática é simples e serena: aquietar-se, fechar os olhos, respirar fundo e imaginar ser procurado. A invocação final às figuras protetoras confere suporte à jornada. A reflexão, assim, convida à calma e à confiança: a aridez não é abandono, mas convite à espera paciente, sustentada pela humildade do reconhecimento e pela esperança de que a busca do Amado já está em curso.

Para a sua oração

Quando a sua oração parecer seca e Deus distante, o que você pode fazer para acolher essa provação com calma e confiança?

Senhor Jesus, quando minha oração parecer seca e eu não conseguir sentir vossa presença, dai-me a graça de permanecer fiel. Ensinai-me a esperar com paciência e a confiar que, mesmo no silêncio, continuais perto de mim e trabalhando em meu coração. Pela intercessão de Nossa Senhora e de São Padre Pio, sustentai minha busca e aumentai em mim o desejo de vos amar cada vez mais. Amém.

Folha devocional

Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Santo dia, meu irmão e minha irmã, na carta de hoje de Padre Pio, hoje também vai ser a carta ao seu diretor espiritual, né? Acho propício para o dia de hoje porque nós estamos nesta sexta-feira, dia de sacrifício, jejum, oração, penitência. E ele diz sobre o quanto ele se sente às vezes distante de Deus. Sabe aquela sensação que a oração parece um pouco seca? Parece que por mais que a gente reze, o céu fica em silêncio. Pois é, hoje Padre Pio vai conversar com a gente. Na carta ao seu pai espiritual ele escreve assim: Como é grande, ó pai, a minha desventura? Sou um mistério para mim mesmo. Não sei me entender. Ele confessa que também tem dias em que ele mesmo não se entende. Agora pense: se um santo assim passa por isso, imagina a gente. No coração da carta, que é um pouco grande, ele cita uma frase de Santa Teresinha: eu não quero nem viver nem morrer. Que Jesus faça de mim o que quiser. Acho que hoje a gente pode rezar até essa frase. Padre Pio confessa para o seu diretor espiritual, com toda a humildade dele, e ele se emociona na carta: Como está longe a minha alma desse despojamento! Eu não consigo. Meu coração ainda arde, ainda tem impulsos que eu não sei domar. Sabe o que isso ensina? Que até os santos passam pelas suas noites escuras. Até os santos sentem Deus longe e isso não é uma falha de fé; é muitas vezes o próprio Deus purificando o amor da gente. Padre Pio termina o trecho da carta comparando a sua alma à esposa do Cântico dos Cânticos, que corre pelas praças perguntando por onde anda o amado, e diz: Eu desfaleço de amor. Então, se hoje o seu coração também se desfalece, fique calmo. É porque ele já tocou o seu coração. Deus já tocou o seu coração. Não está ausente da sua vida. Fecha seus olhos, respire fundo, imaginando essa procura pelo seu coração. Não permitais que esta minha pobre alma erre. Não deixeis minha esperança ser destruída; fazei com que eu nunca me separe de vós. Se hoje eu não te sinto tão perto, aproxima-te de mim nesse instante. Amém. São Miguel Arcanjo, te conduza, te ajude na batalha contra o mal, e que São Padre Pio de Pietrelcina interceda por você, por sua família. Nossa Senhora das Graças, te acolha hoje sobre seu manto, e que o Senhor te abençoe no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Santo dia, Deus lhe pague, e reze por mim também, tá? Um abraço. Você acaba de ouvir mais uma reflexão sobre as cartas de São Padre Pio com o Padre Wallace Teixeira, que estas palavras floreçam em sua vida. Ouça, reflita, reze e viva. São Padre Pio, rogai por nós.

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.