20 de agosto de 2026
No sofrimento Jesus se aproxima e fala ao coração
O trecho lido neste episódio
“Jesus não deixa de aliviar os meus sofrimentos pouco a pouco, ou seja, falando ao meu coração.”
Há um pedido que sobe de quase todas as orações: “Senhor, tira isso de mim.” É um pedido legítimo, e o próprio Jesus ensinou a pedir. Mas a carta que São Padre Pio escreve ao seu diretor espiritual mostra outra coisa. Ele está doente, atravessa dores fortes, e não escreve que Jesus retirou o sofrimento. Escreve que Jesus aliviava esses sofrimentos pouco a pouco — e diz de que modo: “falando ao meu coração”.
A situação continuava. A fragilidade continuava. E, no meio dela, Jesus também estava. Nem toda graça chega mudando as circunstâncias; às vezes ela chega justamente para sustentar alguém dentro delas. A porta segue fechada, a resposta esperada ainda não veio, e mesmo assim alguma coisa por dentro já não é igual. É por isso que, poucas linhas depois de descrever a própria dor, Padre Pio chama aqueles momentos de preciosos. Não porque sofrer seja bom em si mesmo — não é. Mas porque naquele sofrimento ele não estava sozinho.
Daí uma pergunta que quase não aparece na oração. Costuma-se perguntar quando isso vai passar, e é uma pergunta justa. Falta a outra: enquanto não passa, o que o Senhor quer dizer a este coração? São duas perguntas diferentes, e a segunda quase nunca é feita — talvez porque ela exija ficar, e a primeira permita ir embora assim que a resposta vier.
E essa pergunta tem uma condição para ser ouvida: silêncio. O dia vem cheio de vozes — notificações, conversas, preocupações, pensamentos, coisas para resolver. No meio de tudo isso o Senhor fala, e há coisas que Deus não grita. Existe uma graça que só se percebe quando o próprio barulho diminui.
Não é preciso abandonar as responsabilidades para encontrar Deus. Bastam instantes escolhidos: um minuto antes de sair de casa, alguns segundos dentro do carro, um momento diante do Santíssimo, uma pausa breve antes de responder a alguém. E, depois, não ter pressa nenhuma de preencher esse silêncio.
Para a sua oração
Quantas vozes ocuparam o seu dia hoje — e sobrou algum silêncio para escutar a de Deus?
Senhor Jesus, em meio a tantas vozes, ensinai-me a reconhecer a vossa. Quando o meu coração estiver inquieto, aproximai o meu coração do vosso. Quando alguma dificuldade não desaparecer, não permitais que eu pense que fui abandonado. Se não mudar imediatamente aquilo que está ao meu redor, transformai aquilo que está dentro de mim. Falai ao meu coração e concedei-me a graça de fazer silêncio suficiente para vos escutar. Amém.
Folha devocional
Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.
Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.
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