Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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21 de setembro de 2026

Alegra-te e agradece à Divina Misericórdia

O trecho lido neste episódio

““Alegra-te e agradece à Divina Misericórdia. Que a graça do Espírito Santo habite sempre em seu coração, formando-o e transformando-o na caridade celestial.””
4 de julho de 1918

A carta de São Padre Pio pede que a memória da misericórdia de Deus seja cultivada com atenção e gratidão. Daí nasce o convite a não se deter apenas no reconhecimento das próprias faltas e fraquezas, mas a também olhar para os gestos de graça já recebidos: as saídas inesperadas das quedas, as portas que foram fechadas e aquelas que se abriram, as pessoas que chegaram no tempo certo e as interrupções que evitaram escolhas desastrosas. Trata-se de cuidar para que a alma não permaneça presa à própria miséria, mas levante os olhos àquele que sustenta e corrige, percebendo tanto os perdões que conhece quanto as misericórdias silenciosas que nunca chegaram a se manifestar como quedas evitadas. Esse exercício de memória transforma o modo de ver a própria história, convertendo lamentação em reconhecimento e apontando para uma atitude de esperança humilde.

Ao apresentar o desejo de que a graça do Espírito Santo habite sempre no coração, moldando e transformando em caridade celestial, a carta solicita uma resposta de abertura à ação formadora da graça. Não se trata de consolo passivo, mas de permitir que a graça opere uma formação contínua: moldar no trato com os outros e transformar nas decisões diárias. O leitor é chamado a perceber que não é somente fruto das escolhas próprias; carrega também as marcas das vezes em que a graça o alcançou, preservou-o, retirou-lhe ocasiões de ruína. Reconhecer essas marcas gera gratidão e responsabilidade: gratidão por tudo aquilo que não se tornou e responsabilidade de corresponder ao processo de transformação em andamento.

Vale lembrar ainda que a misericórdia pode assumir formas inesperadas — uma porta fechada, uma negação que corrige, uma ausência que salva — e que algumas graças salvam justamente por não acrescentarem nada, mas por impedirem. Por isso pede-se ao leitor que não se limite a fazer pedidos diante de Deus, mas apresente também a própria memória, recordando o caminho e interpelando o Senhor sobre onde estaria sem Sua misericórdia.

O convite final da carta é simples e profundo: alegrar-se e agradecer à Divina Misericórdia. Essa atitude de memória agradecida configura uma alma atenta à ação divina e aberta para a contínua moldagem do Espírito.

Para a sua oração

Você consegue recordar e agradecer hoje as misericórdias que o preservaram e moldaram a sua história?

Senhor Jesus, hoje eu não quero olhar somente para aquilo que ainda falta em mim. Eu quero recordar aquilo que a vossa graça já realizou na minha história. Obrigado pelas vezes que o Senhor me levantou, mas também obrigado pelas vezes que o Senhor me perdoou. Obrigado pelas portas que o Senhor abriu e também pelas portas que na vossa misericórdia o Senhor fechou e nem permitiu que eu conhecesse. Por isso eu peço que o Senhor derrame o Seu Espírito Santo sobre mim e que Ele continue habitando no meu coração, moldando-me, transformando-me segundo a Sua vontade. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Agradeça à Divina Misericórdia, santo dia meu irmão e minha irmã, que alegria poder te encontrar aqui para o nosso encontro com o coração de São Padre Pio através de suas cartas, já nas vésperas, né, quase da sua festa. E nós vamos continuar e hoje encerrar a carta do dia 4 de julho de 1918, mas eu quero deixar de lado até mesmo a imagem do barco e do navio com uma tempestade que rezávamos nos dois últimos dias, porque Padre Pio conduza sua filha espiritual para um outro lugar. Ele convida a memória da misericórdia de Deus. Ele escreve, alegra-se e agradeça à Divina Misericórdia que não ser o que poderia ter sido. Essa frase merece entrar devagar no nosso coração, porque São Padre Pio está convidando aquela alma da sua filha espiritual a olhar para si, para si mesma, mas não somente pelo que ainda precisa mudar, que é o que ela tinha escrito, mas também pelo que a graça de Deus já realizou nela. E aí nós vemos duas formas, nós temos muita facilidade de perceber aquilo que nos falta, aquilo que ainda não vencemos, aquela fraqueza que continua ou aquela imperfeição que sempre volta, né, até mesmo nós conseguimos enxergar a distância que existe ainda entre aquilo que nós estamos e aquilo que Deus nos chama a ser. Mas São Padre Pio diz assim para sua filha espiritual e hoje para nós, olhe também para aquilo que a misericórdia já fez. E aí sim as duas formas, né, talvez você saiba exatamente onde, de onde, na verdade, Deus te tirou e consiga mudar de uma decisão que poderia ter mudado, que poderia ter mudado completamente a sua história. Talvez você conheça momentos que caminhava para longe de Deus e de alguma forma ele interrompeu esse caminho. Talvez também, que aí entra outro lado de agradecer a misericórdia de Deus, daquilo que você nem saiba que aconteceu. Porque existe uma misericórdia, essa que São Padre Pio convida a percebermos, que percebemos depois que caímos e fomos levantados. Existe também uma misericórdia que é muito silenciosa, que é a misericórdia que nos preservou de quedas, que é das essas que nunca chegamos a conhecer, a caímos. Nós agradecemos muito a Deus pelo que Ele nos deu, pelo que Ele fez. Nós agradecemos também por aquilo que a sua graça nos guardou, mas ser pouco pensemos nisso. Você conhece os pecados dos quais Deus te perdoou, porque você cresceu, mas talvez somente na eternidade você descubra quantos outros a graça de Deus não permitiu que destruíssem a sua vida. Isso não deveria produzir em nós um medo, muito pelo contrário, ele deveria produzir uma extrema gratidão. São Padre Pio não quer que a nossa alma esteja só olhando para a nossa miséria. Ele nos faz levantar os olhos para a misericórdia de Deus. Passa pela minha miseria, mas os olhos têm que estar voltados para a misericórdia de Deus. E isso muda completamente a minha maneira de olhar para a própria, a minha própria história. Porque em vez de eu dizer apenas como que eu ainda sou fraco, eu também começo a dizer como que Deus tem sido paciente comigo. Em vez de olhar apenas para minha queda, São Padre Pio está dizendo assim, quantas vezes a mão do Senhor te sustentou? Em vez de pensar somente naquilo que ainda me falta, quantos caminhos a graça de Deus já percorreu comigo. E a própria carta começa com um desejo muito bonito de São Padre Pio, que a graça do Espírito Santo habite sempre em seu coração, moldando, transformando em caridade celestial. E aí veja os dois verbos, moldando e transformando. A graça não passou pela nossa vida apenas para nos consolar. Ela está nos formando, porque senão ela nos deixaria preguiçosos. Ou talvez você ainda não seja aquilo que gostaria de ser. Mas também já não é aquilo que você seria se Deus não tivesse passado pela sua história. Guarde essa frase. Você não é apenas o resultado das suas escolhas. Você também carrega as marcas de todas as vezes em que Deus, em que a graça de Deus, o alcançou. As portas que Deus te abriu, mas também houve portas que ele fechou. Há pessoas que ele colocou no seu caminho e você as conhece, mas talvez existam tantas pessoas das quais ele nos afastou. Existem orações que nós alcançamos uma resposta exatamente como aquilo que pedimos. E existem coisas pelas quais nós agradecemos e que na verdade ele não nos deu aquilo que pedimos. A misericórdia também pode ter a forma de uma porta fechada, de uma negação de Deus, de uma forma de correção. A misericórdia pode ter uma forma de alguém que chegou no momento certo, mas também daquela inquietação interior que nos faz parar antes de uma decisão errada. Nem toda graça de Deus acrescenta alguma coisa à nossa vida. Algumas graças nos salvam justamente retirando, não acrescentando, impedindo, não permitindo, interrompendo, não sedendo. Estamos há poucos dias da festa de São Padre Pio. Depois de manhã, talvez hoje seja um bom dia para você não chegar diante de Deus somente com os seus pedidos, mas chegue também com a sua memória. Olhe para trás, recorde o seu caminho e pergunte a ele, senhor, onde estaria se a vossa misericórdia não tivesse me sustentado? Talvez você não consiga responder e talvez isso seja exatamente o motivo da sua oração para o seu agradecimento, porque há misericórdias que reconhecemos porque Deus nos tirou do fundo. E há misericórdia graça que nunca perceberemos porque Deus não permitiu que chegassemos sequer. Até lá. Oremos. Senhor Jesus, hoje eu não quero olhar somente para aquilo que ainda falta em mim. Eu quero recordar aquilo que a vossa graça já realizou na minha história. Então, obrigado pelas vezes que o Senhor me levantou, mas também obrigado pelas vezes que o Senhor me perdoou. Obrigado pelas portas que o Senhor abriu e também pelas portas que na vossa misericórdia o Senhor fechou e nem permitiu que eu conhecesse. Obrigado, senhor, pelas escolhas das quais o Senhor me preservou, pelas pessoas que o Senhor colocou no meu caminho e pelas correções que me fizeram voltar e por tantas graças que talvez eu nunca tenha percebido. Por isso eu peço que o Senhor derrame o Seu Espírito Santo sobre nós que Ele continue habitando no meu coração, moldando-me, transformando-me segundo a Sua vontade. Nesses dias, senhor, de preparação para a festa de São Padre Pio, dentro do 40º edição milhão, dá-i-nos a graça de uma alma agradecida que nós reconheçamos a nossa pobreza sem nos esquecermos da sua grandeza, da grandeza da vossa misericórdia e que hoje eu saiba, nós saibamos dizer como São Padre Pio. Alegra-se e agradeça a divina misericórdia. Amém. São Padre Pio interceda por sua vida, São Miguel Arcângio poste de defender o combate, São José poste de valer em todas as necessidades que a Vigimaria, Senhor dos Anjos interceda e te cubra com o Seu manto, que a benção de Deus desse se sobe cada um de vós, Ele que é Pai, Fívio, Espírito Santo. Amém. Santo dia, Santa tarde, Santa noite, estamos nas vésperas de São Padre Pio, você é convidado aqui na Catedral de São Sebastião às 19h, a celebrarmos juntos, se não for possível, nós vamos fazer o possível para que ela seja também transmitida aqui nas nossas redes sociais. Deus lhe pague, não se esqueça, reze por mim.

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