Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
← Todas as reflexões

17 de setembro de 2026

Força de Jesus na cruz cotidiana

O trecho lido neste episódio

“Todo o meu esforço não é suficiente para arrancar ou mesmo diminuir este espinho. Não se aflija de modo algum por mim, porque Jesus me dá toda a força necessária. Não me deixará sem a força para me dedicar à alma dos outros.”
Girolama Longo, filha espiritual — 15 de abril de 1918

A carta expõe, com simplicidade e coragem, a experiência de alguém que reconhece limites pessoais diante do sofrimento. São Padre Pio confessa que o esforço humano não é suficiente para remover certo “espinho”. A honestidade dessa confissão convida o leitor a acolher sua própria fragilidade, sem dissimular nem minimizar o que pesa na vida. A atitude pedida é, antes de tudo, uma renúncia à pretensão de autossuficiência e uma abertura para a graça que sustenta.

O texto também revela a passagem essencial da própria força para a força de Jesus: não se trata de perder iniciativa, mas de converter a confiança para Aquele que dá o necessário. São Padre Pio não promete que a cruz será retirada; afirma, com fé, que a graça permitirá atravessá-la. O convite que a carta faz ao leitor é pedir hoje, nos acontecimentos concretos da vida, aquela força que possibilita continuar amando e servindo mesmo na dor. A graça não é uma ideia abstrata, mas o auxílio presente que habilita para a caridade e para a fidelidade cotidiana.

Além disso, a carta demonstra que o sofrimento não pode fechar o coração aos outros. Mesmo reconhecendo sua pobreza e limites, São Padre Pio insiste em dedicar-se às almas. Assim, somos chamados a não postergar o serviço e o amor à comunidade à espera de condições ideais. A mensagem exige uma conversão prática: na oração e na adoração, pedir a força para o dia de hoje, para a decisão presente, para a luta imediata. Essa oração orienta a vida para a confiança em Deus e para a continuidade do amor, apesar das fraquezas.

Por fim, a carta pede que se conserve viva a capacidade de perceber o outro mesmo na própria prova. O que se exige de quem lê é uma confiança ativa: reconhecer limites, suplicar a graça, e, fortalecida por Jesus, persistir no amor e no serviço. É um apelo a viver a fé não como expectativa de desaparecimento do sofrimento, mas como participação na força que torna possível a caridade em meio à cruz.

Para a sua oração

Você pede hoje, especificamente para este dia e para esta luta concreta, a graça que reconhece não poder obter sozinho?

Senhor Jesus, hoje diante de vós eu apresento tudo aquilo diante do qual minhas forças parecem pequenas. Quero apoiar a minha vida em vós, na vossa graça; dá-me, Senhor, a vossa graça para aquilo que eu vos peço hoje. E quando eu estiver atravessando as minhas provações, não permita que o meu coração se feche; dá-me força para amar e servir. Ajuda-me, São Padre Pio, a reconhecer a minha pobreza sem desânimo e a confiar cada vez mais na graça do Senhor. Amém.

Folha devocional

Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.

Baixar o PDF

Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Jesus me dá a força necessária. Santo dia, meu irmão, minha irmã, que alegria poder te encontrar para o nosso encontro com o coração de São Padre Pio através de suas cartas. Hoje nós continuamos com a carta do dia 15 de abril de 1918 a sua filha espiritual, Giro Lama Longo, e eu queria que deixássemos São Padre Pio falar ainda mais ao nosso coração no dia de hoje, porque perto do final desta carta ele abre a sua própria alma depois de aconselhar, a fortalecer e sustentar a sua filha espiritual, ele fala dele mesmo, de aquilo que ele está carregando e ele escreve. Todo o meu esforço não é suficiente para arrancar ou mesmo diminuir este espinho. São Padre Pio reconhece um limite. Há alguma coisa que ele gostaria de retirar da sua vida mas percebe que com suas próprias forças ele não conseguirá, as suas forças não serão suficientes e talvez esta frase encontre alguém de nós hoje exatamente assim. Talvez você já tentou, já errou, já tomou decisões, já começou tudo de novo e existe alguma realidade que continua, continua mostrando a você que nem tudo pode ser vencido somente pela força de vontade. Há momentos em que a vida espiritual nos coloca diante de uma verdade desconcertante, eu não tenho força para tudo, mas São Padre Pio continua e agora eu quero que você escute com atenção. Suplique que não se aflija, de modo algum por mim, porque Jesus me dá toda a força necessária. E aqui está o coração da meditação de hoje. São Padre Pio reconheceu, meu esforço não é suficiente e logo depois ele afirma, Jesus me dará toda a força necessária, me dá toda a força necessária. Perceba a passagem da própria força para a força de Jesus. Então talvez uma parte da nossa maturidade espiritual aconteça justamente quando deixamos de perguntar, será que eu dou conta e começamos a perguntar e afirmar, será que a graça de Deus dará conta de mim e dará? É uma afirmação, precisa ser, talvez não da maneira que imaginamos, talvez a graça não retire imediatamente a cruz, o peso, mas ela pode nos dar a força necessária para atravessá-la, atravessar a dor. Há uma força que não nasce da ausência da cruz, nasce da presença de Jesus dentro dela. Já falávamos isso outros dias e São Padre Pio continua ainda dizendo algo mais impressionante. Ele está falando da sua própria aprovação, mas ao mesmo tempo o seu coração permanece voltado para as almas. E aí ele escreve, não me deixará sem a força para me dedicar à alma dos outros. Isso é riquíssimo, é belíssimo. São Padre Pio está dizendo, eu também tenho a minha luta, eu também conheço a minha fraqueza, mas Jesus continuará me dando força para amar. Talvez esse seja uma grande graça que nós podemos pedir neste dia em preparação para sua festa, sua festa de 23 de setembro. Senhor, não permita que a minha dor me feche, me feche em mim mesmo, porque existem momentos em que o sofrimento ocupa tanto espaço dentro de nós que não conseguimos mais enxergar ninguém. São Padre Pio nos mostra outro caminho. Ele sofre, mas continua percebendo as almas. Ele reconhece a sua pobreza, mas continua servindo. Ele sabe que o seu esforço tem limites, mas continua confiando que Jesus lhe dará aquilo de que precisa. Guardemos bem essa frase. São Padre Pio não espera estar sem cruz para continuar amando. Creio que nós fazemos muito isso algumas vezes. Quando minha vida estiver resolvida, eu sirvo. Eu ajudo na igreja. Quando eu estiver melhor, eu volto a rezar. Quando eu superar isso, eu volto a frequentar a pastoral, eu volto a ajudar, mas a graça pode fazer algo muito mais profundo. Ela pode e faz com que, mesmo no meio da nossa pobreza, ainda exista espaço para o amor. Sendo hoje quinta-feira, leve essa palavra diante de Jesus. Quando você for fazer sua adoração, a força de São Padre Pio tem um nome. É Jesus. Não é apenas uma ideia, uma vontade, uma técnica, um desejo. Não é apenas uma força interior. Não, não, é uma pessoa. É Jesus. Então, diante de Jesus, no sacrário, ou durante a sua oração hoje, você possa simplesmente dizer, Jesus, a minha força não é o suficiente. Dá-me a força necessária. Não peça a força para todo o restante do ano, peça para hoje. Peça para essa decisão que você precisa tomar. Peça para essa luta que você está enfrentando, para esse serviço que você tem feito. Peça para essa fidelidade que tanto tem estado. Porque a graça não nos é dada para uma vida imaginária. A graça nos encontra hoje. Hoje é o sétimo dia em preparação para a festa de São Padre Pio. E esta precisa ser a nossa oração: a graça que você precisa diante daquilo que você tem vivido hoje, não com as suas próprias forças, mas a graça para aquilo que você tem enfrentado, confiar na infinitude da graça de Deus para aquilo que você tem enfrentado hoje. Oremos. Senhor Jesus, hoje diante de vós eu apresento tudo aquilo de que minhas forças parecem pequenas. Se eu conheço as minhas lutas, os meus limites, o meu cansaço, aquilo que ainda eu não consegui transformar, eu não quero apoiar a minha vida somente naquilo que eu consigo fazer. Quero apoiar a minha vida em vós, na vossa graça. Ela há de transformar a minha vida. Ela há de me dar o sustento e aquilo que for necessário para que a vossa vontade aconteça. Dá-me, Senhor, a vossa graça para aquilo que eu vos peço hoje. E que tudo à vossa santa vontade seja feita. E quando eu estiver atravessando as minhas próprias provações, não permita, Senhor, que o meu coração se feche. Dá-me ainda mais força para amar, força para vos servir, força para continuar pertencendo aos irmãos, dando a minha vida, gastando a minha vida para os irmãos. Ajuda-me, São Padre Pio, a reconhecer a minha pobreza sem desânimo e a confiar cada vez mais na graça do Senhor, como o Senhor confiava. Que diante de cada limite, como o Senhor sempre esteve diante dos seus, o meu coração também possa repetir, Jesus, a minha força não basta, mas vós me dará a força necessária para o dia de hoje. Amém. Que São Padre Pio interceda por sua vida, São José possa te valer essa necessidade que você está vivendo hoje, que São Miguel Arcanjo te defenda no combate necessário com a sua espada flamejante, livre de todo o mal, e que o Senhor te abençoe, e que a Virgem Maria, Senhora dos Anjos, interceda e coloque também o seu anjo da guarda. Que o Senhor te abençoe, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém. Santo dia, santa tarde, santa noite. Não se esqueça, reze por mim e Deus lhe pague.

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.