Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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13 de setembro de 2026

Confrontar o medo com a misericórdia de Deus

O trecho lido neste episódio

“Ele quer tomar inteira posse do seu coração. Não é verdade que o Senhor não lhe perdoou suas faltas, suas perversões do passado. A graça divina está com você e você é muito querido(a) ao Senhor. Não se deixe enganar pela ideia de que está abandonado(a).”
15 de abril de 1918

O texto apresenta com clareza a situação de uma alma que se vê aprisionada pelo medo e pelas imagens equivocadas que esse medo constrói acerca de Deus. A situação descrita é concreta: dúvidas sobre o perdão, sensação de abandono, escrúpulos que transformam a fé em cárcere. Padre Pio, ao dirigir essa pessoa, não minimiza o pecado nem oculta a necessidade de arrependimento; ao contrário, ele distingue com serenidade entre culpa real, que requer confissão, e acusações interiores sem fundamento, que exigem discernimento e coragem para não se deixar dominar.

A palavra central que ressoa na meditação é a da graça: “a graça divina está com você”. A direção espiritual proposta reorienta a alma para esta presença, convidando-a a confrontar o medo com aquilo que se sabe da bondade divina. A recomendação concreta é tripla: levar a inquietação à oração, à Palavra e à confissão quando houver pecado; buscar direção espiritual; e não transformar o temor em um dogma sobre Deus. Neste caminho, a Eucaristia e a participação na Missa são apresentadas como remédio prático e indispensável: ir à celebração não para provar força, mas para receber força, não para mostrar santidade, mas para ser santificado.

A insistência final é de perseverança: continuar procurando, rezando e voltando, mesmo quando a sensação não acompanha a certeza. A orientação é firme e compassiva ao mesmo tempo: reconhecer o pecado e reconciliar-se, mas também acolher a maravilhosa realidade de que a graça permanece atuante. A leitura deixa um chamado à humildade e à confiança — humildade para ir à confissão e à Missa quando necessário, e confiança para não permitir que o medo decida a relação com Deus. Assim, a direção de Padre Pio converge para a experiência viva da graça que sustenta e cura.

Para a sua oração

Você permite que o medo decida a sua relação com Deus ou procura levar essas acusações à oração e à confissão?

Senhor Jesus, livra o meu coração, Senhor, das imagens falsas que o medo cria sobre o Senhor. Quando eu me sentir acusado, dai-me o discernimento. Quando houver pecado, dai-me um verdadeiro arrependimento. Quando houver apenas medo, dai-me a confiança. Não permita, Senhor, que eu confunda a Vossa justiça com rejeição, nem a Vossa correção com abandono. Faça-me, Senhor, recordar que a Vossa graça permanece agindo hoje e para sempre. E neste domingo, Senhor, dai-me um coração desejoso da Vossa Palavra, desejoso da Vossa Eucaristia; que eu não falte, Senhor, à santa Missa por desânimo ou distração. São Padre Pio, interceda por nós. São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Nossa Senhora, Rainha dos Anjos, intercedei por nós. Amém.

Folha devocional

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Não acredite em tudo o que o medo diz sobre Deus. Santo dia, meu irmão, minha irmã, que alegria poder te encontrar aqui para mais um encontro com o coração de São Padre Pio através de suas cartas. Ontem começamos a meditar a carta do dia 15 de abril de 1918 e vimos uma frase muito forte de Padre Pio que diz assim: ele quer tomar inteira posse do seu coração. E hoje eu quero continuar nessa mesma carta, mas olhando para um combate muito delicado que a sua filha espiritual vive nessa carta. Ela diz assim: um combate muito delicado que é o medo que distorce nossa imagem de Deus. Padre Pio percebe que a sua filha espiritual está sofrendo não só apenas por aquilo que ela está vivendo, mas também pelo que ela começa a pensar sobre Deus. Ela teme ter desagradado o Senhor, ela teme não ter sido perdoada, ela teme que a própria aprovação seja o sinal do abandono. E Padre Pio responde com firmeza: não é verdade que você desagrada ao Senhor e portanto não é verdade que o Senhor não lhe perdoou de suas faltas, suas perversões do passado. E aí depois ele diz ainda: a graça divina está com você e você é muito querida ao Senhor. Veja como Padre Pio faz uma direção espiritual: ele não alimenta o medo, ele não transforma a fé numa prisão de escrúpulos, ele reconduz aquela alma para a verdade. A graça de Deus está com você; talvez isso precise chegar hoje ao coração de alguém que está vendo esse vídeo, porque nem tudo aquilo que pensamos sobre Deus é verdade, só porque pensamos com muita força. Nem toda sensação de culpa vem da voz de Deus, nem toda aridez significa abandono de Deus, nem toda inquietação é sinal de que Deus se afastou de nós; às vezes o medo fala tão alto que parece verdade. Mas Padre Pio nos ensina a confrontar o medo com aquilo que sabemos sobre Deus: Deus é misericordioso, Deus perdoa, Deus não abandona; não abandona aquele que procura com sinceridade. Nem toda voz dentro de nós diz a verdade sobre Deus. Por isso, quando vier aquela acusação interior que não for fruto de um pecado — Deus cansou de você essa acusação, ou Deus não lhe perdoou, ou você falhou demais, não adianta mais rezar — não aceite imediatamente; leve isso à palavra de Deus. Leve isso à oração, principalmente leve isso à confissão se houver pecado real, e leve à direção espiritual, mas não transforme o medo em dogma, em dogma de fé. Padre Pio continua a orientar a sua filha com muita clareza: não se deixe enganar pela ideia de que está abandonada. Isso é muito diferente de negar o pecado; se pecamos precisamos de arrependimento, precisamos pedir perdão, precisamos nos confessar, mas uma vez reconciliados, não podemos continuar agindo como se a misericórdia de Deus fosse menor do que a nossa miséria. Hoje é domingo, e isso me leva a algo muito concreto: não deixe de ir à missa. Talvez você esteja cansado, talvez você esteja vivendo um momento de feridas, talvez até pense que hoje não está bem para rezar e ir à missa — é justamente por isso que você precisa ir. Na missa, não se mostra que se está bem; vai-se receber aquele sem o qual não se consegue caminhar. Na Palavra, Deus corrige as vozes que confundem o coração. Na Eucaristia, Jesus recorda com o seu próprio corpo: eu não fui embora, eu estou aqui, eu estou convosco. Então hoje, não permita que o medo decida a sua relação com Deus; permita que a verdade decida. A verdade que Padre Pio oferece é a da alma que está: a graça divina está com você. Talvez você não sinta, talvez você não compreenda, mas continue procurando, continue rezando, continue voltando e, de modo especial, vá à santa missa. Não porque você já está forte, mas porque precisa de força. Não porque você já é santo, mas porque precisa ser santificado. Lembra da frase de São Padre Pio: santifica-te e santifica. Não porque você não tenha feridas, mas porque Jesus sabe onde tocar. Santifica-te, para que possas santificar outras pessoas. Resemos.

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.