Cartas de São Padre PioCartas de São Padre Pio
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10 de agosto de 2026

A forma que eu rezo é essa…

O trecho lido neste episódio

“O modo ordinário de minha oração é este. Logo que começo a orar, de repente sinto que a alma começa a recolher-se em uma paz e tranquilidade que não consigo explicar com palavras. Os sentidos ficam suspensos. Mesmo que em torno de mim houvesse um grandiosíssimo barulho, eu não conseguiria me incomodar minimamente.”

Reflexão em áudio · 8 min

Esta reflexão é da primeira temporada, anterior ao canal de vídeo. Ela existe em áudio.

A meditação proposta parte da simplicidade do testemunho de São Padre Pio sobre a oração ordinária. Nele não há destaque para manifestações extraordinárias, mas a descrição de uma alma que vai, pouco a pouco, recolhendo-se em paz. Esse recolhimento é apresentado como o primeiro passo: não uma fuga do mundo, mas um ato de permanecer diante de Deus para que Ele organize o coração antes de a pessoa enfrentar as tarefas do dia. O recolhimento, assim entendido, torna-se meta prática e espiritual.

O efeito dessa presença é concreto: os sentidos ficam suspensos e, mesmo frente ao barulho, a alma não se incomoda porque Deus ocupa o centro. A oração não promete eliminar de imediato as circunstâncias adversas, mas muda o lugar que elas ocupam no interior. Por isso o convite é de priorizar o encontro com Deus antes de buscar soluções e decisões: quem encontra a presença divina enfrenta os problemas de outra maneira. A proposta é simples e possível a todos — um instante de silêncio, uma súplica breve para recolher a alma, e depois a entrega confiante.

O exercício de exame sugerido remete à verificação sincera: a oração tem sido apenas uma lista de pedidos ou tem sido encontro? Quanto tempo faz que se reza verdadeiramente em silêncio? Permitir que Deus recolha o coração envolve abandono à vontade do Senhor antes de enfrentar as preocupações. Intercessões e recomendações de guias espirituais, como a frase indicada do Padre Dolindo, ajudam a orientar esse gesto prático: “toma conta de tudo” e permanece em silêncio, mesmo que por um minuto.

Mantém-se, assim, um caminho de paz que não depende da ausência de problemas, mas da certeza da presença. A atitude sugerida é humilde e repetível: conservar um momento de recolhimento antes de iniciar qualquer tarefa importante, formando no tempo uma prática habitual que fortalece, recolhe e dá confiança para permanecer na presença de Deus.

Para a sua oração

Você tem permitido que Deus recolha sua alma em silêncio antes de tomar decisões ou enfrentar seus problemas?

Senhor Jesus, tantas vezes o meu coração vive disperso entre preocupações, ruídos, ansiedades. Ensina-me hoje a rezar como São Padre Pio rezava, com o coração que lentamente se recolhe na sua presença. São Padre Pio, conduza-me também ao silêncio, esse silêncio do Senhor que nos dá a graça de uma oração que nos fortalece e a confiança de permanecer na presença de Deus. Nossa Senhora, Rainha dos Anjos e Mãe do Silêncio, guarda o meu coração e ensina-me a escutar a voz do seu Filho.

Folha devocional

Esta reflexão, a pergunta e a oração numa página só — para imprimir, guardar ou mandar a alguém.

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Texto gerado por inteligência artificial a partir da reflexão em vídeo do Padre Wallace Teixeira, e revisado antes da publicação.

Transcrição completa

O que foi dito no vídeo, palavra por palavra.

Reflexões sobre as cartas de São Padre Pio com o Padre Wallace Teixeira, fé, oração e confiança. Santo dia, meu irmão, minha irmã, que alegria te encontrar aqui no nosso encontro diário com as cartas de São Padre Pio. Ontem nós iniciamos nossa caminhada meditando sobre o grande desejo de servir a Deus com perfeição. E hoje São Padre Pio nos conduz ao primeiro passo desse caminho, que é aprender a permanecer na presença de Deus. E aí ele escreve assim: o modo ordinário de minha oração é este. Logo que começo a orar, de repente sinto que a alma começa a recolher-se em uma paz e tranquilidade que não consigo explicar com palavras. Veja bem, a alma começa a recolher-se. É uma expressão muito bonita e que deve ser a nossa preocupação todas as vezes que iniciamos a oração. O que São Padre Pio diz é que ele não está fazendo algo extraordinário. Ele não fala que na oração ele tem visões, que ele tem êxtases, como Santa Teresa d'Ávila. Ele fala de uma alma que, na oração, pouco a pouco deixa de correr atrás de tantas coisas para descansar em Deus. Isso é a oração e talvez seja exatamente isso que esteja faltando a muitos de nós. Porque às vezes nós rezamos, mas continuamos agitados. Falamos com Deus, mas o coração permanece cheio de preocupações, do trabalho, da família, das notícias, dos medos. E nós queremos que Deus fale muitas vezes na oração também imediatamente. Quando, na verdade, ele primeiro nos convida ao silêncio. Quando eu estou diante do Santíssimo, no Sacrário, na minha casa, quando eu inicio a minha oração, eu não posso querer que Deus fale imediatamente. O primeiro convite de Deus na oração é o silêncio. Para que inicie talvez esse recolhimento que São Padre Pio fala da sua alma. E esse recolhimento não é um fugir do mundo. É permanecer e permitir que Deus organize o nosso coração antes de enfrentarmos o mundo. É o que nós estamos fazendo pela manhã. E aí São Padre Pio, mais adiante, na carta, ele continua assim: os sentidos ficam suspensos. Mesmo que em torno de mim houvesse um grandiosíssimo barulho, eu não conseguiria me incomodar minimamente. E aí é um testemunho extraordinário que São Padre Pio nos dá, porque não porque o barulho tenha desaparecido, mas porque Deus ocupou o centro da sua alma. É isso que a oração faz. Ele talvez não mude imediatamente as circunstâncias da nossa vida, mas muda o lugar onde elas encontram no nosso coração. Talvez hoje você tenha uma agenda cheia, segunda-feira. Talvez você precisa resolver problemas difíceis essa semana. Talvez você esteja carregando uma preocupação que ninguém conhece. Mas antes de procurar respostas, antes de tomar decisões, procure a presença de Deus. Na verdade, quem encontra a presença de Deus enfrenta os problemas de outra maneira. Então hoje quero propor um gesto muito simples. Antes de começar qualquer atividade importante, faça um instante de silêncio. Não peça nada, não explique nada. Apenas diga lentamente para você e no seu coração: Senhor, recolhei a minha alma na vossa presença. Senhor, eu me abandono em Ti. Como diz o Padre Dolindo, toma conta de tudo e depois permaneça em silêncio, mesmo que seja por um minuto sequer. Um minuto apenas. E eu te convido a fazer também esse exame de consciência desta semana. Quanto tempo faz que eu rezo verdadeiramente em silêncio? A minha oração tem sido apenas uma lista de pedidos e a minha oração tem sido o encontro com Deus. Eu tenho permitido que Deus recolha o meu coração. Eu me abandono na vontade do Senhor antes de enfrentar as preocupações do dia. Resemos. Senhor Jesus, tantas vezes o meu coração vive disperso entre preocupações, ruídos, ansiedades. Ensina-me hoje a rezar como São Padre Pio rezava com o coração que lentamente se recolhe na sua presença. Daí me agrada descobrir que a verdadeira paz não nasce da ausência de problemas mas da certeza de que o Senhor está comigo. São Padre Pio, conduza-me também ao silêncio, esse silêncio do Senhor que se transforma, que nos dá a graça de uma oração que nos fortalece e a confiança de permanecer na presença de Deus. Nossa Senhora, rainha dos anjos e mãe do silêncio, guarda o meu coração e ensina-me a escutar a voz do seu filho. Meu querido irmão, se você hoje esquecer tudo o que ouviu, guarde apenas essa frase: uma alma recolhida em contato com Deus, antes mesmo de encontrar as respostas. São Padre Pio interceda por você, por sua família e por todas as suas intenções do seu coração e que o Senhor te abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Santo dia, santa tarde, santa noite e não se esqueça, reze por mim, Deus lhe pague.

Esta reflexão tocou você? Conte o seu testemunho.